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      Festival de Artes de Macau arranca no fim de Abril e quer “revigorar os nossos tempos”

      O 32.º Festival de Artes de Macau (FAM) vai chegar no final de Abril e prolonga-se até ao início de Junho. Entre o teatro, dança, música e artes visuais, o destaque vai para Liza Wang que se junta à Orquestra Chinesa de Macau, para o Centro de Artes Dramáticas de Xangai que apresenta uma tragédia grega e para o “Cruzeiro do Amor”, dos Dóci Papiaçám di Macau.

       

      “Revigorar os nossos tempos com o poder da arte” é o mote da edição deste ano do Festival de Artes de Macau (FAM). A 32.º edição do festival vai começar no dia 29 de Abril e terminar a 2 de Junho. Macau será palco de dezenas de espectáculos que vão da dança ao teatro, passando pela música e as artes visuais.

      A pandemia faz com que a edição deste ano, à semelhança daquilo que aconteceu no ano passado, não tenha a presença de grupos artísticos estrangeiros. “Esta edição do FAM continuará a centrar-se em programas locais e do interior da china”, indicou a organização na apresentação do evento, ressalvando que serão apresentadas produções internacionais “de topo” através de projecções de espectáculos em palco e da tecnologia de realidade virtual (RV).

      Um dos destaques da edição deste ano é a artista Liza Wang, que se vai juntar à Orquestra Chinesa de Macau para interpretar clássicos chineses. No âmbito do FAM deste ano será também apresentada a produção de teatro-dança contemporâneo “Homem Livre do Sul”, do coreógrafo Willy Tsao. Este é o espectáculo que vai inaugurar a edição deste ano do festival. “Inspirando-se nos poemas do poeta da dinastia Tang Li Bai, o espectáculo integra poesia, dança e música numa exploração criativa, transportando o espectador para um belíssimo mundo marcado por montanhas, rios, flores e também pela lua”, lê-se na nota do Instituto Cultural (IC).

      O Centro de Artes Dramáticas de Xangai vai apresentar “Electra”, uma tragédia grega escrita por Sófocles. O texto é traduzido por Luo Tong, tradutora e investigadora de literatura e teatro da Grécia Antiga. Será também apresentado o bailado “Xiao Ke”, peça com o mesmo nome da bailarina que a protagoniza, que “representa a evolução da dança e da cultura na China nos últimos 40 anos”. Também será apresentada a peça “Eu Sou Uma Lua”, da autoria da dramaturga Zhu Yi, que se inspira nas “crateras da lua e na solidão dos urbanitas para contar seis histórias independentes, ainda que inter-relacionadas, sob a noite de luar”.

      A produção local também irá a palco, nomeadamente com o teatro em patuá dos Dóci Papiaçám di Macau, que vão apresentar “Lorcha di Amor (Cruzeiro do Amor)”. Desta vez, a história imaginada por Miguel de Senna Fernandes, encenador, passa-se num cruzeiro de luxo, onde “coexistem múltiplas culturas”. Será também apresentada a produção “O Fantasma de Liaozhai”, do veterano da ópera cantonense Chu Chan Wa, que será interpretada por artistas locais.

      O FAM também quer promover o desenvolvimento de artistas locais. Este ano será apresentada uma série de espectáculos criados por vários grupos locais. O espectáculo “Carlos I”, da associação Cai Fora, inspira-se na antiga Doca D. Carlos I para produzir uma peça na qual não há actores, apenas instalações de luz, som e espaço. Será também apresentada a peça “As Figuras Desaparecidas”, por Jenny Mok, e “Mais Vasto que o Oceano”, de Mui Cheuk Yin, ErGao e Stella Ho.

      Haverá também espaço para uma exposição contemporânea de arte a tinta “Imaginação Selvagem: Arte a Tinta Contemporânea em Guangdong-Hong Kong-Macau de 2000 a 2022”, que, segundo a organização, “destaca a natureza de autodemonstração da arte a tinta contemporânea”. A exposição vai mostrar 80 peças e conjuntos da autoria de mais de 50 artistas de Guangdong, Hong Kong e Macau.

       

      FESTIVAL EXTRA COM REALIDADE VIRTUAL INCLUÍDA

       

      O FAM vai incluir um Festival Extra, que irá permitir ao público experienciar a arte através de outras perspectivas, “abrangendo projecções de realidade virtual, entregas de artes performativas e comida ao domicílio, palestras, ‘workshops’, sessões ‘conheça o artista’, visitas aos bastidores, excursões comunitárias e projecções de espectáculos internacionais”.

      “Projecções Seleccionadas de Espectáculos Internacionais” vai apresentar quatro obras no grande ecrã: “A Trilogia de Lehman”, pelo Teatro Nacional ao Vivo; “O Conde de Monte Cristo”, pelo Teatro de Opereta de Moscovo; “Um Lago dos Cisnes”, pelo Ballet Nacional da Noruega; e “Akhenaten”, pela Ópera Metropolitana. Por outro lado, “Horizonte RV” vai apresentar uma série de filmes VR360 e filmes interactivos RV de todo o mundo, com a curadoria da Associação Audiovisual CUT. O ciclo “Realizador em Foco” vai projectar várias obras cinematográficas e televisivas do realizador John Hsu.

      A arte vai seguir também para os bairros comunitários para “promover a interacção das pessoas de todas as esferas da vida”. “F’art For U” é o nome de um espectáculo “muito apreciado” no Festival Fringe, que propõe um serviço de entregas ao domicílio de comida e arte. No espectáculo “Passeio Pelas Ruas da Cidade: Porque Há uma Rua Fora da Doca?”, o urbanista Lam Iek Chit vai dar a conhecer a antiga doca de Macau na Barra. E Chio Seng Wai vai dar a conhecer técnicas de construção de andaimes de bambu, no espectáculo “Workshop Experiência de Construção Artesanal de Andaimes de Bambu”.

       

      Orçamento do FAM cresce para os 24 milhões de patacas

       

      Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC), assinalou que o orçamento do FAM para este ano é de 24 milhões de patacas, menos três milhões a comparar com a edição do ano passado. Segundo a responsável, este aumento do orçamento tem a ver com a parte Festival Extra, que implica mais actividades. Segundo Leong Wai Man, no ano passado foram realizadas 44 actividades extensivas, sendo que este ano vão ser realizadas mais de uma centena. A governante explicou também que serão postas em prática medidas anti-epidemia. Assim, só estarão disponíveis 50% dos lugares de cada espectáculo. Leong Wai Man referiu que, caso surjam casos na comunidade, irá ser feita uma avaliação com os Serviços de Saúde para tomar uma decisão sobre o cancelamento ou não das actividades. A governante garantiu que não haverá isenções de quarentena para os artistas que vêm de fora.

       

      PONTO FINAL