Edição do dia

Sexta-feira, 12 de Agosto, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu pouco nublado
26.9 ° C
27.1 °
25.9 °
89 %
2.6kmh
20 %
Sex
28 °
Sáb
30 °
Dom
30 °
Seg
30 °
Ter
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Internacional Zelensky acusa Ocidente de falta de coragem e pede jatos e tanques

      Zelensky acusa Ocidente de falta de coragem e pede jatos e tanques

      O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou ontem o Ocidente de falta de coragem quando o seu país luta contra a invasão russa e pediu jatos e tanques para a Ucrânia se defender.

       

      Em declarações ontem de manhã, após o Presidente norte-americano, Joe Biden, ter dito em Varsóvia que Putin não podia ficar na Presidência russa e após a Casa Branca e o secretário de Estado Blinken terem suavizado essas declarações, Zelensky criticou o “pingue-pongue” do ocidente sobre quem e como entregará jatos e armas a Kiev. “Falei com os defensores de Mariupol hoje. Estou em constante contacto com eles. A sua determinação, heroísmo e firmeza são espantosos”, disse Zelensky numa mensagem em vídeo, referindo-se à cidade cercada do sul da Ucrânia que tem sofrido as piores privações e horrores da guerra. “Se ao menos aqueles que estão há 31 dias a pensar sobre como entregar dezenas de jatos e tanques tivessem 1% da sua coragem”, lamentou.

      A invasão russa da Ucrânia, que começou há 33 dias, está parada em muitas zonas e o objectivo russo de cercar a capital e forçar a sua rendição tem enfrentado forte resistência do exército ucraniano, apoiado por armas cedidas pelo Ocidente.

      Ontem, um relatório do serviço de informação militar publicado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido diz que a Rússia “parece estar a concentrar os seus esforços em cercar as forças ucranianas que estão a combater nas regiões separatistas no leste do país”. Para tal, Moscovo está a deslocar tropas que estavam colocadas em Kharkiv e Mariupol, onde estão em curso duas das principais batalhas da guerra.

      A Rússia afirmou na sexta-feira que o objetcivo do seu exército, concluída a primeira fase da guerra, é concentrar-se no Donbass, anúncio que o Governo ucraniano e os seus aliados receberam com cepticismo. No Donbass, o líder da autoproclamada república separatista de Lugansk, Leonid Paschenik, admitiu ontem a realização, “num futuro próximo”, de um referendo sobre a integração do território pró-russo na Rússia, mostrando-se confiante de que o resultado será a escolha do povo da região será unir-se à Federação Russa.

      O Presidente ucraniano, por seu lado, avisou Moscovo de que está a semear um profundo ódio anti-russo entre os ucranianos, à medida que os seus ataques reduzem as cidades do país a escombros, matam civis, empurram outros para abrigos e forçam muitos a procurar comida e água para sobreviver. “Estás a fazer tudo para que o nosso povo abandone a língua russa, porque a língua russa será agora associada, não são só a ti, mas às tuas explosões e homicídios, aos teus crimes”, disse Volodymyr Zelensky num vídeo divulgado no sábado à noite.

       

      Rússia anuncia destruição do depósito de mísseis ucraniano perto de Kiev

       

      As forças armadas russas destruíram um depósito de mísseis ucraniano perto de Kiev com armas de longo alcance lançadas a partir do mar, disse ontem o Ministério da Defesa russo. O porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, afirmou no comunicado militar da manhã que o depósito de mísseis para os sistemas de mísseis antiaéreos S-300 e Buk foi destruído na cidade de Plesetskoye, a 30 quilómetros a sudoeste da capital ucraniana. O exército russo também confirmou que no sábado atacou com mísseis de longo alcance uma grande base de combustível em Lviv, que abastecia as tropas ucranianas nas regiões ocidentais e as que estavam posicionadas perto de Kiev. “Além disso, mísseis de cruzeiro de alta precisão destruíram as oficinas da fábrica de reparação de rádio em Lviv”, disse.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau