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      Sulu Sou insta Governo a acelerar construção de infraestruturas para lidar com as cheias

      Devido ao lento progresso e até suspensão no andamento de alguns projectos de tratamentos das cheias, o antigo deputado Sulu Sou questiona a “determinação” do Governo para resolver o problema contínuo de inundações na cidade. O democrata exorta por isso as autoridades a acelerarem as construções de infraestruturas e os trabalhos para resolução das inundações, pedindo também uma elaboração de planos de alternativas caso essas infraestruturas não produzam eficácia, em resposta ao aproximar da época de tufões.

       

      Dado que Macau está prestes a entrar na época de tempestades e tufões, Sulu Sou, vice-presidente da Associação Novo Macau e antigo deputado à Assembleia Legislativa, mostrou-se preocupado sobre as medidas preparatórias para o território enfrentar as inundações, particularmente nas zonas baixas, solicitando que o Governo da RAEM actualize as respectivas informações ao público e acelere a implementação de vários projectos relacionados com as infraestruturas de tratamento das cheias, explicando ainda eventuais planos alternativos.

      De acordo com as previsões da Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, Macau será afectada este ano pela primeira tempestade tropical em meados de Junho ou antes, perspectivando-se ainda chuvas intensas de Abril a Setembro.

      Nesse sentido, numa nota de imprensa remitida por Sulu Sou às redacções, foi destacado que a população de Macau continua, ao longo dos anos, a enfrentar as influências trazidas pelas catástrofes, como cheias, que perturbam muito a vida dos residentes e causam impacto nos negócios da comunidade. Apesar de Macau ter sofrido com o tufão Hato e outros durante os últimos anos, “vários projectos de infraestruturas para resoluções das inundações têm um andamento atrasado, e alguns deles pararam mesmo”, lamentou.

      Consultando o portal das informações relativas às obras no âmbito da prevenção e redução de desastres, que foi criado pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) em 2019 para divulgar os detalhes dos projectos principais, Sulu Sou notou que a última actualização de informações no site já foi há três meses, sendo que cinco obras, que envolvem o Porto Interior, o Porto Exterior e Coloane, estão atrasadas ou mesmo suspensas.

      O ex-deputado questiona, assim, se o Governo “perdeu o entusiasmo e a determinação” para resolver, pela raiz, o problema de inundações, e “o que foi prometido após o Hato parece estar a desaparecer ano a ano”.

      Recorde-se que, após a passagem do tufão Hato por Macau, o Governo estipulou o “Plano decenal de prevenção e redução de desastre em Macau (2019-2028)”, cujos objectivos incluem a construção de comportas de retenção de marés, a estação elevatória de águas pluviais e uma ‘box culvert’ de grande dimensão para drenagem de águas pluviais, muretes de protecção contra inundações, diques nas zonas costeiras e a rede de drenagem de águas pluviais, de modo a atingir o padrão de prevenção para o caso de inundações que aconteçam uma vez em cada 200 anos, que corresponde a 3,71 metros na estação maregráfica do Porto Interior de Macau.

      Em relação às zonas mais importantes de protecção, o padrão poderá aumentar para 300 anos, sendo de 3,91 metros para a estação maregráfica do Porto Interior. Além disso, o padrão de tratamento de inundações será elevado para que num período de chuvas de 24 horas corresponda uma drenagem realizada num período de 24 horas.

      “No entanto, a construção da barragem de marés no Porto Interior, que o Chefe do Executivo uma vez descreveu como um ‘elefante branco’, não foi seguida por mais detalhes e avanços desde a conclusão da modelagem digital para atestar em tempo real em Setembro do ano passado”, apontou o democrata.

      Já a obra de instalação de murete de protecção contra inundações e de válvulas para escoamento no Porto Interior, que “as autoridades já consideram que poderá falhar devido à complexidade de canais subterrâneos, à gravidade da erosão do solo e à desproporção entre o custo e a eficácia”, as respectivas informações ainda se podem encontrar no portal. Para Sulu Sou, “isso mostra que a posição do Governo sobre o planeamento das obras é vaga e o futuro não é optimista”.

      Sulu Sou enfatizou que, com a ocorrência frequente de condições meteorológicas extremas, o tratamento das cheias deve ser ainda mais focado pela governação, além de ter um planeamento bem estipulado para as soluções de inundações, e um plano de alternativas, sendo que o Governo deve ainda acelerar o progresso dos projectos, de forma a garantir a segurança da vida e dos bens das pessoas.

       

       

       

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