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      Governo sem espaço para fazer pré-tratamento de veículos obsoletos

      Uma vez que o aterro para resíduos de materiais de construção está saturado, as autoridades não têm espaço para fazer o pré-tratamento de veículos obsoletos. “É necessário rever o ordenamento dos aterros para disponibilizar o maior espaço possível”, indicou a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), em resposta ao deputado Lei Chan U.

      A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) está à espera de uma revisão do ordenamento dos aterros para que haja espaço para fazer o pré-tratamento dos veículos obsoletos. A informação foi dada numa resposta a uma interpelação escrita apresentada por Lei Chan U e encaminhada ontem às redacções.

      O deputado questionou as autoridades sobre o tratamento de veículos obsoletos, nomeadamente se a cooperação entre Guangdong e Macau para esse efeito continua a existir. “Qual será o rumo de desenvolvimento deste projecto?”, questionou, acrescentando: “Segundo as autoridades, foi basicamente concluída a concepção relativa ao local destinado ao pré tratamento dos veículos obsoletos. Assim, segundo as previsões, quando é que o mesmo vai estar pronto e entrar em funcionamento?”.

      Sobre a cooperação com Guangdong em relação ao tratamento de veículos obsoletos, o organismo liderado por Raymond Tam diz que, “tendo em conta que existe ainda necessidade de coordenar e debater com os respectivos ministérios e comissões do interior da China sobre as declarações aduaneiras, os padrões de importação, entre outras questões complexas, não há, neste momento, medidas que permitam o transporte dos veículos obsoletos abatidos para o Interior da China para efeitos de tratamento”.

      Já quanto a um local de pré-tratamento destes veículos em Macau, a DSPA diz que, “considerando que o aterro para resíduos de materiais de construção já está saturado, é necessário rever o ordenamento dos aterros para disponibilizar o maior espaço possível, pelo que as respectivas obras ainda não foram iniciadas”.

      A interpelação de Lei Chan U surge após o lançamento do Plano de Concessão de Apoio Financeiro ao Abate de Motociclos Obsoletos e sua Substituição por Motociclos Eléctricos Novos. O deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) questionou se as autoridades avaliaram a pressão que o plano em causa vai implicar para Macau ao nível do tratamento dos veículos obsoletos.

      Na resposta, a DSPA explica apenas que, depois de receber os motociclos abatidos dos residentes, “irá vendê-los em hasta pública e transportá-los para fora de Macau, de acordo com o mecanismo de mercado”.

      Por fim, Lei Chan U perguntou se há algum plano para o aproveitamento das baterias dos motociclos. A DSPA responde que normalmente os fornecedores dos veículos eléctricos recolhem as baterias velhas. E, além disso, existe o Programa de Reciclagem de Equipamentos Electrónicos e Eléctricos, que inclui a recolha de baterias de veículos eléctricos que, após o tratamento prévio, são transportadas para as zonas de cooperação para serem transformadas em recursos.

      Recebidas 170 candidaturas ao plano de apoio ao abate de motociclos obsoletos

      A Direcção dos Serviços de Protecção ambiental (DSPA) também anunciou ontem que, até ao momento, foram recebidas cerca de 170 candidaturas ao Plano de Concessão de Apoio Financeiro ao Abate de Motociclos Obsoletos e à sua Substituição por Motociclos Eléctricos Novos. Em comunicado, a DSPA diz que está a “apressar o tratamento” dos pedidos e a sua aprovação. Alguns candidatos já receberam a notificação de que foi aprovada a concessão de apoio financeiro e agendaram a entrega dos motociclos obsoletos a abater, no local designado. A DSPA começou ontem a receber os motociclos.  

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