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      China diz que vai proteger as suas empresas das sanções contra a Rússia

      O Ministério do Comércio da China disse ontem que Pequim vai tomar as “medidas necessárias” para proteger as empresas chinesas das sanções impostas pelos governos ocidentais contra a Rússia após a invasão da Ucrânia.

       

      O comentário foi feito em resposta a uma questão sobre as advertências dos Estados Unidos para “consequências”, caso as empresas chinesas tentem contornar as sanções. O porta-voz do ministério, Gao Feng, disse que a China se opõe a qualquer forma de sanções unilaterais e “jurisdição de longo alcance”, sem base no direito internacional.

      “A imposição de sanções económicas não apenas não resolve os problemas de segurança, como também prejudica a vida das pessoas nos países envolvidos, perturba o mercado global e agrava ainda mais a situação na economia mundial, que está já em desaceleração”, afirmou Gao.

      O porta-voz disse que a China vai tomar as medidas necessárias para salvaguardar os interesses comerciais normais e os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, mas não deu detalhes.

      O comércio entre a China e a Rússia subiu 35,9%, em 2021, em termos homólogos, para um valor recorde de 146,9 mil milhões de dólares, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

      A Rússia é um importante fornecedor de petróleo, gás, carvão e bens agrícolas, beneficiando de um superavit comercial com a China. Desde que sanções contra a Rússia foram impostas, em 2014, depois da anexação da Crimeia, o comércio bilateral entre Pequim e Moscovo cresceu mais de 50%. A China tornou-se o maior destino das exportações da Rússia.

       

      Joe Biden e Xi Jinping conversam hoje sobre invasão russa

       

      O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai falar esta sexta-feira por telefone com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para discutir várias questões, nomeadamente a invasão russa da Ucrânia, anunciou ontem a Casa Branca. De acordo com a porta-voz da Presidência norte-americana, Jen Psaki, a conversa irá servir “para manter os canais de comunicação abertos entre os Estados Unidos e a República Popular da China”, assim como para discutir questões de “concorrência” entre Washington e Pequim.

      A conversa telefónica entre os dois líderes acontecerá após uma intensa reunião de sete horas em Roma, na segunda-feira, entre o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan e o conselheiro sénior de política externa chinesa, Yang Jiechi.

      As autoridades norte-americanas têm criticado a China por ampliar a desinformação russa sobre o alegado risco de uso de armas químicas por parte da Ucrânia e denunciaram o facto de Moscovo ter pedido ajuda militar a Pequim. No encontro na capital italiana, Sullivan pediu mais transparência da parte de Pequim em relação à Rússia e repetiu que qualquer tentativa da China de ajudar a Rússia a evitar sanções teria um elevado preço para o Governo de Xi Jinping.

      O Departamento de Estado norte-americano já avisou que está “a vigiar muito de perto até que ponto a China ou qualquer outro país presta assistência à Rússia, seja material, económica ou financeiramente”.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau