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      Previsões indicam lenta recuperação económica devido à incerteza da pandemia e da guerra

      Um estudo sobre o índice e as previsões da economia local mostra que a recuperação do ambiente económico na RAEM está com “fraco desempenho” devido ao impacto da evolução constante da pandemia nas zonas vizinhas e da inflação global provocada pela guerra na Ucrânia. A Associação Económica de Macau destacou ainda que haverá um aumento de factores desfavoráveis, contribuindo para uma “lenta retoma económica local” nos próximos três meses.

       

      A Associação Económica de Macau divulgou o mais recente índice e as previsões da tendência económica local, indicando que o desempenho económico dos últimos dois meses foi “fraco”, com uma classificação de 2,8 pontos, antevendo ainda uma lenta recuperação que irá manter-se nos próximos três meses.

      De acordo com o estudo liderado por Joey Lao, presidente da associação, as instabilidades da evolução epidémica e da situação social afectada pela guerra na Ucrânia são factores que aumentaram a incerteza em termos da retoma económica, quer local, quer global.

      Por um lado, apesar da taxa de aumento no número de casos confirmados ter abrandado ligeiramente, o número mundial acumulado de casos infectados de Covid-19 já ultrapassou 440 milhões, o que continua a representar um encargo significativo para os sistemas de saúde em todo o mundo. “Desde o surgimento das novas variantes do vírus, bem como o impacto do surto nas regiões vizinhas, os visitantes têm sido mais cautelosos nas deslocações, e o número de turistas que viajam a Macau permanece num nível relativamente baixo”, apontou o relatório, frisando que o índice de confiança dos consumidores do Continente também está fraco.

      Relativamente ao “principal indicador da economia local”, o índice das acções das seis operadoras de jogo foi “repetidamente fraco”, sendo que algumas registaram uma quebra de 60% do seu preço médio nos últimos cinco anos, segundo Joey Lao. “A falta de um estímulo efectivo à procura de mão-de-obra e a taxa de desemprego local a subir em três meses consecutivos mostram que o ritmo de recuperação económica em Macau ainda é demorado”.

      Por outro lado, considerando que tanto a Rússia como a Ucrânia são países importantes exportadores de energia, alimentos e materiais a granel, o economista asseverou que a guerra em curso entre a Rússia e a Ucrânia tem impulsionado o acréscimo dos preços globais de alimentos, metais e energia, levantando preocupações sobre a inflação no mundo.

      “O preço do petróleo flutuou em níveis elevados, o preço para o petróleo Brent subiu para 139 dólares americanos por barril no dia 7 deste mês. O índice de preços no consumidor dos Estados Unidos aumentou 7,9% em Fevereiro em relação ao ano anterior, atingindo o seu valor mais alto em 40 anos. A maioria das mercadorias em Macau é importada, a inflação global pode repassar gradualmente para o território, provocando uma nova ronda da inflação local”, lê-se na análise.

      Nesse sentido, o ex-deputado nomeado da Assembleia Legislativa alertou que, devido à mudança constante do ambiente económico e à guerra na Ucrânia, sendo uma economia pequena e aberta, Macau deve prestar muita atenção às alterações nas taxas de juros e fluxos globais de capital, estando alerta para potenciais riscos.

      No que diz respeito às previsões para o futuro próximo, o estudo assinalou “a grave situação epidémica na RAEHK”, bem como uns pequenos surtos em algumas cidades no interior da China, nomeadamente na província de Guangdong. As cidades de Shenzhen e Dongguan lançaram várias rondas de testagem em massa e até ‘lockdown’.

      “Actualmente, mais de 60% dos visitantes que chegam à RAEM são provenientes das nove cidades da área de Grande Baía, pelo que se antevê que o número de turistas diminua ainda mais num curto prazo. Depois de avaliar exaustivamente várias condições da situação interna e externa, acredita-se que os factores desfavoráveis que o território precisa de enfrentar vá aumentar significativamente nos próximos três meses”, observou, classificando o índice de previsões entre 2,8 a 3 pontos, correspondendo a um nível de “desempenho fraco”.

      Entretanto, para Joey Lao, as incertezas apenas irão durar por um curto período. Dado que o Governo da RAEM acumulou uma rica experiência em lidar com a pandemia, e impulsionado pela tendência de crescimento económico nacional, o economista julgou que a recuperação económica de Macau vai manter um crescimento lento.

       

      PONTO FINAL