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      Dupla desvia 2.500 garrafas de vinho tinto que deveriam ter ido para o continente clandestinamente

      Dois residentes terão desviado mais de 2.500 garrafas de vinho tinto de uma empresa, através de um esquema de comércio paralelo que transportava mercadorias de Macau para o interior da China. O prejuízo registado no caso atinge 2,86 milhões de renminbis.

       

      A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois residentes, de 38 e 31 anos, por suspeitas de terem cometido o crime de abuso de confiança de valor consideravelmente elevado, com um esquema de transporte de vinho tinto, através de comércio paralelo, de Macau para o interior da China. O caso foi denunciado em meados de Janeiro por um representante da empresa vítima, que declarou às autoridades um prejuízo de 2,86 milhões de renminbis.

      Citado pela polícia, a denúncia indicou que o responsável da empresa comercial conheceu, em Setembro de 2020, o suspeito de 38 anos, que se apresentou dizendo que trabalhava no comércio paralelo. Os dois chegaram posteriormente a um acordo de que o indivíduo ajudaria no transporte clandestino de vinho tinto, de Macau para a China Continental, podendo receber 70 a 100 renminbis por garrafa transportada.

      Segundo revelou a PJ na conferência de imprensa de ontem, a empresa entregou ao suspeito, entre Setembro e Novembro de 2020, 1.200 garrafas de vinho tinto para transportar, e o valor total da mercadoria superou um milhão de renminbis. No entanto, uma palete de 757 garrafas de vinho acabou por não chegar com sucesso ao local correspondente no Continente, tendo o suspeito garantido que iria pagar uma indemnização à empresa.

      Em Dezembro do mesmo ano, a empresa voltou a contactar o residente para que ajudasse no transporte de vinho, e o volume da mercadoria desta vez triplicou em relação à última, avaliada em cerca de 4,32 milhões de renminbis.

      Um mês depois, a empresa verificou que 1.911 garrafas de vinho tinto tinham desaparecido no processo de transporte e o homem, segundo o relato da PJ, apesar de ter assegurado que iria pagar a indemnização, deixou de estar contactável.

      Depois da detenção, o suspeito alegou às autoridades policiais que uma parte do vinho tinto foi apreendida pelos Serviços de Alfândega (SA), mas não conseguiu apresentar nenhuma prova disso, enquanto outras garrafas foram entregues a um amigo para fazer o transporte.

      Este amigo de 31 anos, que foi detido também mais tarde, confessou à polícia que só tinha transportado 30 garrafas de vinho tinto, e o resto tinha sido vendido por um milhão de renminbis. O caso foi encaminhado para o Ministério Público. A PJ adiantou ainda que já tinha notificado a situação do comércio paralelo aos SA.

       

      Residente ameaçou matar a mulher com faca

       

      Num outro caso detalhado na conferência de imprensa de ontem, uma residente terá sido vítima de uma ameaça cometida pelo seu marido, que lhe terá apontado uma faca com lâmina de 11 cm de comprimento após uma discussão entre os dois. Segundo as informações divulgadas pela PJ, a lesada casou-se com o suspeito há mais de um ano, e vivem com mais duas filhas de cinco anos e sete anos de idade numa fracção em Coloane.

      No passado domingo, quando o casal voltou a ter uma discussão, o marido correu de repente para a cozinha e pegou numa faca que apontou à mulher, ameaçando matá-la. A queixosa sentiu que a sua vida estava ameaçada, pelo que fugiu de casa com as duas filhas e decidiu apresentar uma denúncia à polícia no dia seguinte.

      Durante a investigação, o detido admitiu a ocorrência, sendo depois transferido para o Ministério Público com acusações de crimes de ameaça e armas proibidas. De acordo com os dados policiais, o homem já tinha sido detido uma vez em Setembro do ano passado por suspeitas de violência doméstica.

       

      PONTO FINAL