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      Ella Lei espera que Simple Pay possa ser mais usado nos transportes públicos

      Mas para isso, considera a deputada, é preciso “promover e optimizar a aplicação”. O serviço Simple Pay ainda não é aplicável aos autocarros e não está incluído no cartão electrónico de valor armazenado, ao contrário do que sucede com o Macau Pass, o MPay e o Flash UnionPay.

       

      A efectividade do serviço Simple Pay nos transportes públicos é algo que preocupa a deputada da Assembleia Legislativa (AL) Ella Lei que, numa interpelação escrita ao Governo da RAEM, considera que o serviço necessita de ser mais “promovido e optimizado”.

      Apesar de considerar que aquele pagamento electrónico, promovido e sob a coordenação da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), está a tornar-se cada vez mais popular em Macau, o Simple Pay ainda não é aplicável aos serviços de autocarro e não está incluído no cartão electrónico de valor armazenado. Além disso, aponta Ella Lei, “as pessoas podem utilizar diferentes métodos de pagamento electrónico para pagar as suas tarifas em autocarros públicos, tais como o Macau Pass, o MPay e o Flash UnionPay.

      Tendo o Simple Pay aumentado “a conveniência e acessibilidade dos gastos com pagamentos electrónicos, o que é conducente ao aumento da eficiência e segurança dos cidadãos de Macau e das PMEs na liquidação de pagamentos”, ainda necessita de “uma maior promoção e melhor optimização”.

      De acordo dados oficiais revelados pela AMCM para o quarto trimestre de 2021, o número de transacções de instrumentos de pagamento móvel local no quarto trimestre de 2021 foi de 56,86 milhões, um aumento de 5,4% de trimestre para trimestre, e o número de dispositivos de aceitação de pagamentos móveis e de sinais de código QR em Macau foi de cerca de 91.000 no final do ano, um aumento de 8,1% de trimestre para trimestre. Isto, considera Ella Lei, “mostra que o público está cada vez mais habituado à utilização do pagamento electrónico”.

      A parlamentar da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) relembra que as aplicações existentes permitem concessões tarifárias e intercâmbio gratuito. “Por outro lado, o Metro Ligeiro “só admite a possibilidade de utilização para pagar bilhetes de viagem individuais ou cartões de valor, não sendo compatível com outros métodos de pagamento electrónico, o que é inconveniente para o público e limita as suas escolhas”.

      A Autoridade Monetária de Hong Kong indicou recentemente que, com base na premissa da segurança e funcionamento sustentável dos sistemas de pagamento das instituições financeiras, “será constantemente lançado o estudo de viabilidade sobre a aceitação de mais instrumentos de pagamento por autocarro e a aceitação de cartões individuais”. Ella Lei pretende saber o que o Governo local tem feito nesta questão em particular, bem como saber se existem condições para a sua implementação.

      Ao mesmo tempo, a deputada operária refere que, na prática, por exemplo, “os passageiros que utilizam o Flash UnionPay continuam a não ter direito a concessões tarifárias e ao intercâmbio gratuito”.

      Segundo informações do AMCM de Novembro de 2021, “os pagamentos móveis oferecem uma forma de pagamentos seguros e confiáveis e sem contacto, reduzindo os contactos entre pessoas nas transacções de pagamento, facilitando ainda a deslocação e o consumo dos residentes”. A AMCM garante que efectua, de forma activa, em conjunto com as instituições financeiras, estudos relativos ao alargamento das áreas em que podem ser utilizados os serviços de Simple Pay, na vida da população, e tendo por base a garantia da segurança do sistema de pagamentos disponibilizado pelas instituições financeiras e a possibilidade de funcionamento estável dos respectivos serviços. Ao mesmo tempo, admite, continua ainda a desenvolver, de forma ordenada, “os trabalhos respeitantes à aceitação de uma maior diversidade de meios de pagamento nos transportes públicos”.

       

      PONTO FINAL