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      Ataque russo em Kiev atinge fábrica de aviões e prédio e mata duas pessoas

      Duas pessoas foram mortas em Kiev em bombardeamentos russos que atingiram a fábrica de aeronáutica Antonov e um prédio de apartamentos, anunciou ontem o presidente da câmara municipal da capital ucraniana.

       

      “Os ocupantes [os russos] bombardearam um prédio residencial e a fábrica Antonov”, indicou Vitali Klitschko, numa mensagem divulgada na aplicação de mensagens Telegram. “Segundo um relatório inicial, duas pessoas morreram e sete ficaram feridas”, acrescentou o autarca.

      A fábrica de aviões Antonov é a maior da Ucrânia e é conhecida por produzir muitos dos maiores aviões de carga do mundo.

      Os serviços de emergência ucranianos já tinham dado conta de um ataque, realizado ontem de manhã, a um prédio de oito andares no distrito de Obolon, no norte de Kiev, atingido presumivelmente “por fogo de artilharia” que causou um incêndio, entretanto controlado pelos bombeiros.

      O ataque ocorreu quando continuam os combates nos arredores de Kiev, depois do expandir da guerra na Ucrânia com o ataque aéreo, no fim de semana, a uma base militar perto da fronteira com a Polónia.

      Diversos ataques aéreos soaram em cidades e vilas de todo o país durante a noite, desde perto da fronteira russa, no leste, até à cordilheira dos Cárpatos, no oeste. Um vereador de Brovary, a leste de Kiev, foi morto em combates no local, disseram as autoridades.

      Também caíram projécteis nos subúrbios de Irpin, Bucha e Gostomel, que viram alguns dos piores combates na tentativa da Rússia de tomar a capital, disse o chefe do governo regional, Oleksiy Kuleba, à televisão ucraniana.

      Uma quarta ronda de negociações realizou-se ontem entre as autoridades ucranianas e russas para discutir o fornecimento de alimentos, água e remédios às cidades e vilas sob fogo, entre outras matérias, disse o assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak.

       

      Militares russos admitem vir a assumir o controlo das grandes cidades

       

      Os militares russos admitem o lançamento de ataques para assumir o controlo total das principais cidades ucranianas, algumas das quais já estão cercadas, advertiu ontem o porta-voz da Presidência russa (Kremlin). “O Ministério da Defesa, embora assegurando a máxima segurança para a população civil, não exclui a possibilidade de assumir o controlo total das grandes cidades, que hoje [ontem] estão praticamente cercadas”, disse Dmitri Peskov, citado pelas agências russa TASS e francesa AFP.

      Peskov disse que o Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou até agora ao “Ministério da Defesa que não lançasse um ataque rápido aos grandes centros urbanos, incluindo Kiev”, para evitar pesadas baixas civis. O porta-voz admitiu que os corredores humanitários serão mantidos, se for necessário.

      Segundo a TASS, Peskov disse também que Moscovo considera que os Estados Unidos da América (EUA) e a União Europeia (UE) estão a tentar provocar os militares russos para que ataquem as principais cidades ucranianas e sejam responsabilizados “pela morte de civis”.

      Acusou, em particular, o conselheiro de segurança dos EUA Jake Sullivan e o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrel, de terem dito recentemente que Putin ordenou um aumento dos ataques e dos alvos por estar frustrado por as tropas “não estarem a avançar como pensava nas grandes cidades”. “Acreditamos que tal posição é provocatória”, disse Peskov, citado pela TASS.

      A agência russa noticiou também que o porta-voz do Kremlin não esclareceu se Putin está satisfeito com o decurso da “operação militar especial”, a designação oficial de Moscovo para a invasão da Ucrânia. A operação “está a desenvolver-se de acordo com o plano, será concluída a tempo e na íntegra”, disse.

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      Redacção do Ponto Final Macau