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      “Atractividade dos cursos do ensino superior em língua portuguesa continua a aumentar”, diz DSEDJ

      Vinte e cinco cursos universitários de português ou ministrados maioritariamente em português, com cerca de 1.500 alunos, é o balanço, até ao momento, do trabalho de promoção e formação de quadros qualificados bilingues em chinês e português no ensino superior. Em resposta a uma interpelação do deputado Ma Io Fong, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) destacaram um “aumento significativo” na frequência desses cursos nos últimos anos.

       

      Em resposta a uma interpelação escrita sobre a formação de bilingues em chinês e português, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) revelou que existem actualmente 25 cursos em Macau no ensino superior que são cursos de português e de cursos ministrados maioritariamente em português, e o número de estudantes a frequentar esses cursos já atingiu cerca de 1.500, entre os quais cerca de 60% são alunos locais.

      Pelo facto de se ter registado um “aumento significativo” nas estatísticas dos últimos anos em comparação aos do passado, “a atractividade dos cursos do ensino superior em língua portuguesa continua a aumentar em Macau, contribuindo para garantir mais talentos bilingues, em chinês e português, para o Governo da RAEM”, salientaram os serviços educacionais.

      A afirmação foi dada em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ma Io Fong, que questionou o progresso da formação de talentos bilingues. O organismo defendeu que o Governo da RAEM atribui grande importância e apoio neste âmbito, tendo as autoridades coordenado a “Aliança para Formação de Quadros Bilingues Qualificados nas Línguas Chinesa e Portuguesa”, que é formada por cinco instituições de ensino superior locais com cursos em língua portuguesa.

      E este ano, através dos apoios financeiros da formação de quadros qualificados da China e dos países de língua portuguesa, serão realizadas “séries de curtas-metragens e exposições itinerantes” no território, de forma a apresentar e promover os resultados dos trabalhos de formação de quadros qualificados bilingues em Macau, “no intento de chamar a atenção dos alunos do ensino secundário de Macau para os cursos de língua chinesa e língua portuguesa ministrados no ensino superior e atrair mais alunos para a sua frequência”, destacou o director Kong Chi Meng.

      Na sua interpelação escrita remetida à Assembleia Legislativa, Ma Io Fong citou os dados estatísticos no Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa, para criticar os quadros qualificados bilingues em Macau que mostram uma natureza homogénea e não localizada, o que não favorece o desenvolvimento a longo prazo de Macau como uma plataforma sino-lusófona.

      “De acordo com os dados, existem no momento 1.297 talentos bilíngues registados, entre os quais os tradutores respondem por 52,46%, enquanto outros sectores, como finanças, exposições e crédito de investimento, correspondem a menos de metade. Além disso, 89,28% dos talentos bilíngues vivem actualmente na China Continental e apenas 6,94% vivem em Macau”, esclareceu o deputado ligado à Associação Geral das Mulheres.

      Também segundo a resposta de Kong Chi Meng, além da bolsa de estudo para alunos que estão interessados em estudar Direito em Portugal, a DSEDJ lançou dois programas de estudo para subsidiar estudantes de Macau a prosseguir o estudo em Portugal nas diferentes áreas, incluindo Educação, Tradução, Enfermagem, Psicologia e Preservação do Património.

      Relativamente à formação de quadros qualificados bilíngues em economia e comércio, as autoridades de educação apontaram que, na Universidade de Macau, a disciplina Direito Comercial e de Investimento da China e dos Países de Língua Portuguesa no curso de mestrado em Direito (língua chinesa) já se tornou numa cadeira obrigatória desde 2019. A instituição do ensino superior estabeleceu ainda duas alianças com a Universidade de Lisboa, a Universidade de Pequim e a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, com vista ao trabalho de cooperação no domínio do ensino da língua portuguesa entre os três locais.

      Já a Universidade Politécnica de Macau disponibiliza cursos de licenciatura em Tradução e Interpretação Chinês-Português, Relações Comerciais China-Países Lusófonos, Ensino da Língua Chinesa como Língua Estrangeira, o Curso de Mestrado em Tradução e Interpretação Chinês-Português, com um ensino e uma prática de tradução automática auxiliar, bem como o Curso de Doutoramento em Português em vertente da Tradução, “de forma a formar talentos bilingues nestas duas línguas, que serão imprescindíveis para a Zona de Cooperação Aprofundada” e para a Grande Baía, assinalou a DSEDJ.

      Recorde-se que, no caso do ensino não superior, a DSEDJ publicou no ano passado um conjunto de seis volumes dos materiais didácticos “Vamos Falar Português” dedicado ao ensino primário, baseado na referência ao “Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas”. De forma a enriquecer os recursos pedagógicos neste assunto, o organismo adiantou que já iniciou estudos para a elaboração e publicação dos materiais didácticos de língua portuguesa destinados ao ensino secundário.

       

       

      PONTO FINAL