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      Deputados de Macau na APN pedem ajuda a Pequim para que se reforce a educação patriótica na RAEM

      Na Assembleia Popular Nacional (APN), os deputados que representam Macau pediram ajuda ao Governo Central para que haja uma reformulação do sector da educação na RAEM e o reforço da educação patriótica. Os representantes de Macau dizem que a educação na região tem registado um desenvolvimento desequilibrado e que é necessário rever a estrutura educativa e os materiais didáticos patrióticos. Além disso, os deputados da RAEM querem uma rede de escolas públicas mais influente na região.

       

      Onze dos representantes de Macau na Assembleia Popular Nacional (APN) pediram ao Governo Central para dar uma ajuda ao sector da educação da RAEM. Para os deputados de Macau, o sector da educação tem-se desenvolvido de forma desequilibrada e tem havido uma afectação desequilibrada de recursos na educação do território. A proposta foi assinada por todos os deputados que representam Macau na APN, excepto Lau Ngai Leong.

      Assim, de acordo com a imprensa em língua chinesa, os responsáveis sugeriram que o Ministério da Educação do Governo Central dê orientações para clarificar os objectivos e as direcções da educação de Macau para “ajudar no planeamento da educação e ajustar o ‘layout’ e concepção das escolas de Macau, rever a estrutura dos recursos da educação pública e ajudar na revisão e melhoria dos materiais didácticos patrióticos”.

      Os deputados admitiram, ainda assim, que os sucessos na educação da região desde a transferência de soberania são dignos de reconhecimento e se devem ao “apoio do Estado, à liderança do Governo da RAEM, aos esforços conjuntos de todos os professores e estudantes de Macau e à assistência de toda a comunidade”.

      No entanto, “devemos também examinar e reflectir sobre as deficiências existentes”. “Actualmente, existem problemas e conflitos profundamente enraizados que precisam de ser estudados e resolvidos, tais como o desenvolvimento desequilibrado da educação em Macau, a qualidade variável da educação, a distribuição pouco clara e desequilibrada dos recursos, o planeamento e a disposição pouco razoáveis da educação, e a necessidade de melhorar a qualidade dos professores”, indicaram os 11 deputados.

      Os responsáveis lembraram também que a República Popular da China tem “uma história, cultura e condições nacionais únicas, que ditam que o país deve seguir o seu próprio caminho de desenvolvimento educacional” e assinalaram que é preciso integrar Macau no desenvolvimento do país, tendo por base as políticas educativas do país.

      Para os deputados, “o Ministério da Educação da República Popular da China deveria reforçar a ligação e cooperação com o Governo da RAEM e as autoridades educativas, e orientar Macau para esclarecer melhor os objectivos, direcções e caminhos da educação de Macau na nova era, e explorar a forma como a educação de Macau pode alcançar as suas tarefas de integração no desenvolvimento do país, acelerando o seu próprio desenvolvimento e mantendo as suas próprias características”.

      Os deputados lamentam que as escolas públicas de Macau tenham pouca influência na sociedade, o que é “prejudicial” para formar quadros qualificados. “Sugere-se que o Governo da RAEM se afaste da mentalidade antiga e considere um ajustamento planeado do rácio entre escolas públicas e escolas privadas, de modo a reforçar a força das escolas públicas e a desempenhar o papel das escolas públicas como modelo e líder”. Além disso, sugere-se também uma atribuição “razoável, científica e equilibrada” dos recursos educativos da RAEM.

      Por fim, foram lembrados os protestos pró-democracia de Hong Kong, em 2019, que, segundo os deputados, foram provocados pela “ausência prolongada de educação patriótica” na região vizinha. Por isso, “recomenda-se que o Ministério da Educação da República Popular da China reforce a sua ligação e coordenação com as autoridades educativas de Macau, reveja e melhore ainda mais os materiais didácticos sobre a língua chinesa, história e cidadania” e melhore os materiais didácticos, “de modo a que Macau possa efectivamente levar a cabo a educação patriótica dos jovens através dos materiais didácticos sobre patriotismo”.

      É proposto também que o Ministério da Educação reforce a cooperação com as autoridades de Macau para que seja melhorada a formação “ética e profissional” dos professores locais. Por fim, os parlamentares sugeriram que se estabeleça um “mecanismo para coordenar intercâmbios de longo prazo e visitas de estudo entre professores de Macau e professores do continente em diferentes áreas, de modo a ajudar os professores de Macau a melhorar a sua qualidade em todos os aspectos”.

       

      PONTO FINAL