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      Ella Lei deseja aplicação de tecnologia inteligente ao serviço dos idosos  

      Gonçalo Lobo Pinheiro

      A deputada considera que a introdução da tecnologia inteligente é reconhecida como um meio para melhorar a qualidade e eficácia dos serviços e, por isso, nada melhor do que usá-la para reduzir a pressão sobre os prestadores de cuidados e melhorar as condições de vida dos idosos. Que “a Administração reforce a promoção do conceito de envelhecimento inteligente e o seu âmbito de aplicação”, sugere.

       

      Numa interpelação escrita dirigida ao Governo da RAEM, a deputada da Assembleia Legislativa (AL) Ella Lei exorta as autoridades a usarem mais tecnologia inteligente para melhorar a qualidade dos serviços aos idosos. “Será considerada a promoção e regulamentação da introdução da tecnologia em mais instalações ou serviços sociais através de mais medidas e da formulação de normas, de modo a optimizar a eficácia do processo de cuidados e melhorar a qualidade dos serviços para satisfazer as necessidades futuras”, atira a parlamentar

      A vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) recorda que a introdução da tecnologia inteligente é reconhecida como um meio para melhorar a qualidade e eficácia dos serviços, reduzir a pressão sobre os prestadores de cuidados e melhorar as condições de vida dos idosos. “Espera-se, portanto, que a Administração reforce a promoção do conceito de envelhecimento inteligente e o seu âmbito de aplicação, não só em lares de idosos, mas também apoie a extensão do sistema a outras áreas de serviços de cuidados a idosos, conforme apropriado, e ajude vários prestadores de serviços, utilizadores e prestadores de cuidados a familiarizarem-se com o mesmo e a desenvolverem os seus hábitos de utilização”, defende Ella Lei.

      Coadjuvada pelos dados dos Serviços de Estatísticas e Censos que revelam que, até 2021, a população com 65 anos ou mais atingirá 83.200, a parlamentar sugere que “a procura de reabilitação de idosos aumente significativamente no futuro, aumentando a pressão sobre as finanças, espaço terrestre e recursos humanos da comunidade”. A taxa de dependência da população idosa será de 21,5% e o índice de idosos subirá para 83,7%. “Beneficiando do investimento contínuo do Governo da RAEM em cuidados de saúde, a esperança média de vida dos cidadãos de Macau subiu para 84,1 anos, um dos mais elevados do mundo”, lembra Ella Lei.

      De acordo com Plano de Acção para o Desenvolvimento dos Serviços de Apoio a Idosos nos Próximos Dez Anos (2016-2025), “para além do estabelecimento de políticas para idosos, tais como unidades geriátricas e programas de enfermaria para responder às aspirações da comunidade, a Administração está também a tentar activamente introduzir elementos inteligentes nos serviços para idosos, incluindo o Elo de Segurança Exterior, o Cartão Electrónico de Cidadão Idoso e o Projecto-piloto do Sistema de Partilha eHR, para melhorar e actualizar os serviços existentes para idosos”. Ella Lei refere que é expectável que se desenvolva “uma solução padrão para um sistema integrado de cuidados domiciliários a ser implementado em lares de idosos até 2024, a fim de fornecer os cuidados e apoio necessários”.

      Nesse mesmo plano criado pelo Executivo liderado por Ho Iat Seng, afirma Ella Lei, é afirmado que as necessidades de desenvolvimento dos serviços para idosos para a década de 2026 a 2035 serão exploradas à luz dos resultados “dos censos e da situação real em Macau”. “Irá a Administração rever e optimizar os modelos de serviço existentes para a integração dos cuidados de saúde para os idosos e as novas aplicações da tecnologia do envelhecimento”, questiona.

      Recorde-se que o Relatório do Estudo sobre a Política Demográfica de Macau, realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) em 2015, conclui que “com o aumento da população e a sua exigência por serviços de assistência médica e, ainda, o envelhecimento da população, o sistema de saúde vem conhecer novos e diversos desafios”. Ao mesmo tempo, o documento, a fim de melhorar a qualidade de vida dos idosos, sugere considerar-se “‘vida longa e saudável’ e ‘idoso activo’ como políticas de saúde, e continuar o processo de melhoria dos serviços de assistência médica e cuidados de saúde destinados a idosos”. “O envelhecimento de população traz, simultaneamente, oportunidades e desafios, por isso, deve toda a sociedade pensar como aproveitar as capacidades dos idosos e proporcionar-lhes plenos cuidados”, remata o estudo, que já na altura, falava em adaptações “à realidade de Macau para desenvolver a ‘indústria de cabelo grisalho’”.

       

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