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      Revitalização vai chegar às vivendas de Mong-Há

      O Instituto Cultural pretende lançar este ano o programa subsidiário para a revitalização de edifícios históricos, incluindo dez moradias das vivendas de Mong-Há, antigos dormitórios de funcionários públicos, que se vão transformar em locais de exposição e espectáculo cultural, espaço de actividades familiares e até lojas e estabelecimentos de restauração, cujo gerente pode ser uma sociedade ou organização. Para lançar os projectos de apoio financeiro de manutenção e revitalização de construções com valor histórico, Leong Wai Man, presidente do organismo, diz que ainda não foi fixado um montante específico de subsídio para as futuras candidaturas.

       

      As vivendas de Mong-Há, situadas na Avenida do Coronel Mesquita, serão alvo para o arranque do programa de apoio financeiro relativamente à revitalização de edifícios históricos, que está previsto ser lançado este ano.

      Segundo revelou a presidente do Instituto Cultural, Leong Wai Man, após a reunião plenária do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, entre um total de 12 vivendas nesta zona, 10 serão inicialmente submetidas para o projecto, de forma experimental, cujas obras de revitalização poderão arrancar em 2023.

      “A ideia é que, através da participação no plano, as empresas possam utilizar estes edifícios para dar resposta às necessidades da sociedade. Para esses dez edifícios, o Governo da RAEM vai regular claramente a respectiva finalidade de utilização, alguns serão dedicados à área de exposição e espectáculo cultural, ou espaço de actividades familiares, enquanto os outros terão um uso mais flexível e livre, que será proposto pelo próprio requerente do programa, dependendo do que se considera mais eficaz no âmbito da revitalização”, destacou.

      Leong Wai Man adiantou ainda que três vivendas estão reservadas para apresentações artísticas e actividades culturais para a família, e outras sete vivendas poderão ser aproveitadas para vendas de mercadorias ou restaurantes de pequena dimensão.

      Segundo as informações do IC, as vivendas de Mong-Há eram anteriormente dormitórios de funcionários públicos e foram construídas em estilo português, compostas por moradias individuais com paredes exteriores pintadas de verde e branco, com um pátio na frente e na traseira.

      A responsável disse que espera aumentar a vitalidade da área de Mong-Há através da revitalização dessas construções históricas, que têm permissão para “aproveitar o seu espaço” de modo a responder às necessidades da comunidade. “A zona total de Mong-Há inclui várias construções patrimoniais, como o Templo de Hun Iam Tong e Templo de Hong Chan Kuan. Além disso, existem na Rua de Francisco Xavier Pereira várias casas históricas, e uma delas já se transformou no Museu Memorial de Xian Xinghai. Todo isto pode se interligar com as instalações culturais da Zona Norte, onde se situa o Templo Lin Fong, e com da Zona Central, para se tornar numa rota de turismo cultural”, explicou Leong Wai Man.

      O IC anunciou recentemente que vai introduzir dois projectos de subsídios para manutenção de edifícios históricos privados, por parte dos proprietários, bem como a revitalização dos edifícios históricos, com a disponibilidade de espaço pelo Governo e gestão de terceiros.

      Para o plano actual, a presidente do organismo assinalou que o objectivo é de conferir a revitalização e a operação da toda a área por um gerente, que podem ser empresas ou organizações. Devido à grande dimensão do projecto, o candidato precisa de ter também um certo apoio financeiro próprio. Segundo Leong Wai Man, a forma de atribuição de subsídio proposta agora é de emissão por só uma vez. “As autoridades vão considerar com base nas funções de planeamento e a eficácia social prevista, bem como o montante necessário para as obras, para determinar o valor de subsídio. Vamos especificar e anunciar o valor após levar em consideração as opiniões dos membros dos diversos conselhos”, frisou, revelando ainda que as pontes de cais nº.23 e 25 do Porto Interior poderão servir como os próximos locais para a revitalização apoiada pelo projecto.

      Ontem foi a primeira sessão plenária do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural. Recorde-se que o conselho foi estabelecido no final do ano passado, sendo uma fusão do antigo Conselho Consultivo de Cultura e Conselho para as Indústrias Culturais. O Instituto Cultural salientou naquela altura que o número de membros foi reduzido em mais da metade, para o máximo de 20 membros, para “implementar a simplificação da estrutura organizacional da consultoria governamental”.

      Ao ser questionada sobre o progresso de manutenção e revitalização da Mansão Chio, Leong Wai Man explicou aos jornalistas que o organismo adquiriu uma propriedade relativamente pequena do complexo da mansão. Tendo em conta que a casa é grande, outra parte da construção está em processo de aquisição, pelo que o trabalho de restauração não será iniciado até que os prédios todos esteja sob administração do IC.

      Na ocasião, a responsável referiu ainda que as autoridades vão convidar o antigo curador do Museu do Palácio de Pequim, bem como a sua equipa, para produzir produtos culturais e criativos para a RAEM, na esperança de promover o desenvolvimento da indústria cultural e criativa local.

       

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