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      Deputada exorta o Governo a apoiar a indústria do comércio electrónico transfronteiriço

      A ideia defendida por Lo Choi In pretende ser alavanca com vista à recuperação e diversificação da economia que o Executivo da RAEM tanto deseja. O Governo deve tomar a iniciativa de criar um grupo interdepartamental para, em conjunto com o sector do comércio electrónico transfronteiriço, estudar a melhor forma de aproveitar as vantagens da zona de cooperação aprofundada Guangdong-Macau em Henqing, com vista a abrir as diversas fronteiras e criar um modelo de negócio lucrativo, atira a bancária de profissão.

       

      Macau é uma microeconomia que está a enfrentar bastantes dificuldades na recuperação económica, começa por referir a deputada da Assembleia Legislativa (AL) Lo Choi In numa interpelação escrita dirigida ao Governo da RAEM.

      A parlamentar, profissional bancária, relembra ainda que “após dois anos de pandemia, os vários sectores de actividade ainda não conseguiram recuperar, e com o surgimento da nova variante Ómicron e o aumento de factores incertos na economia global”, o Governo “deve tomar a iniciativa de estudar, em conjunto com as respectivas entidades do interior da China, a criação de uma plataforma de serviços, a fim de prestar serviços ‘one stop’ às empresas locais interessadas em participar no comércio electrónico transfronteiriço”.

      Na missiva dirigida ao Governo liderado por Ho Iat Seng, Lo Choi In fala em empresas locais que desenvolvem actividades de comércio electrónico transfronteiriço no interior da China, “o que exige, normalmente, o registo das respectivas empresas no interior da China, qualificações necessárias para o exercício de actividades de importação e exportação, registo fiscal e articulação com o país aduaneiro, e as actividades são complexas e envolvem muitas etapas”.

      O comércio electrónico transfronteiriço, enquanto novo modelo de venda a retalho, novo ambiente e novo modelo industrial, “é uma nova força para o desenvolvimento do comércio externo da China e uma tendência importante para o desenvolvimento do comércio internacional”, constata a parlamentar, também ela presidente da Associação de Desenvolvimento dos Serviços Sociais de Macau-Guangdong.

      Dados oficiais trazidos pela deputada mostram que, em 2020, o valor total das importações e exportações do comércio electrónico transfronteiriço da China atingiu 1,690 mil milhões de renminbi, e aumentou para 1,980 mil milhões de renminbi em 2021, ou seja, “registou um aumento de 15%, o que demonstra que a indústria do comércio electrónico transfronteiriço tem grandes potencialidades e assume-se como uma janela importante para a recuperação da economia de Macau”.

      Ao mesmo tempo, acrescenta Lo Choi In, no relatório das Linhas de Acção Governativa para este ano, para a área da economia, pode ler-se que a “promoção do desenvolvimento dos negócios do comércio electrónico em Macau através da transmissão ao vivo, e criação em Macau de uma base de transmissão ao vivo para impulsionar o novo tipo de negócio, ou seja, venda de produtos via transmissão ao vivo do comércio electrónico”. “O Governo deve apoiar e prestar atenção ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas locais, prestando assistência às pequenas empresas e aos jovens empreendedores no desenvolvimento de plataformas de comércio electrónico transfronteiriço”, pontua a parlamentar, que insta as autoridades “a assumirem a liderança e recorrer à cooperação com as empresas ou organizações relevantes para a criação duma indústria do comércio electrónico transfronteiriço de Macau, e aproveitar as vantagens da zona de cooperação aprofundada para criar uma cadeia ecológica completa da indústria do comércio electrónico transfronteiriço”.

      O sistema logístico em Macau ainda não está amadurecido, nota Lo Choi In na mesma interpelação dirigida ao Executivo, “o que faz com que os custos logísticos e da passagem fronteiriça sejam mais elevados do que nas regiões vizinhas, assim, a competitividade regional não é elevada, o que dificulta o suporte eficaz de todas as etapas da indústria do comércio electrónico transfronteiriço”.

      Para a deputada, o Governo deve tomar a iniciativa de criar um grupo interdepartamental para, em conjunto com o sector do comércio electrónico transfronteiriço, estudar a melhor forma de aproveitar as vantagens da zona de cooperação aprofundada Guangdong-Macau em Henqing, com vista a abrir as diversas fronteiras e criar um modelo de negócio lucrativo. “Há que ajudar verdadeiramente as empresas locais na captação de investimentos e na venda dos seus produtos. Há ainda que explorar novas oportunidades de negócio e criar mais postos de trabalho para as pequenas e grandes empresas, e para as novas e já antigas marcas de Macau, permitindo que os operadores locais promovam a venda de produtos e marcas locais em transmissão ao vivo”, remata.

       

      PONTO FINAL