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      Caso infectado em Zhongshan com proibição de entrada por um ano devido a contrabando

      A medida de proibição de entrada em Macau por um ano vai ser imposta à residente de Tanzhou que testou positivo há dois dias. Em causa estão práticas de contrabando, visto que a mulher utilizava o visto familiar para viajar entre Macau e Zhuhai várias vezes por dia. De acordo com o secretário para a Segurança, o problema de contrabando está mais grave desde a pandemia, sendo mais difícil de erradicar. Wong Sio Chak salientou, por outro lado, que a abertura da fronteira aos estrangeiros não é ainda permitida pela situação pandémica actual.

       

      A residente de Tanzhou, perto da cidade Zhongshan, cuja infecção de Covid-19 e o seu itinerário frequente na RAEM levaram uma testagem de mais de oito mil pessoas duma determinada zona desde anteontem, admitiu às autoridades locais que praticava contrabando, aproveitando a permissão de passagem de fronteira com salvo-conduto emitido para visita familiar.

      O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) decidiu inicialmente impor à mulher em questão a proibição da entrada em Macau por o período de um ano, e irá tomar medidas correspondentes a pessoas que cometam actos semelhantes. A informação foi avançada ontem pelo o secretário para a Segurança, à margem da reunião da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa.

      Citado pelo jornal Exmoo, Wong Sio Chak salientou que, de uma forma geral, as autoridades não adoptam facilmente este método de tratamento. “No entanto, existem indícios que o objectivo de entrada no território não era de visita a familiares, mas para aproveitar as condições favoráveis de visitas para praticar contrabando. Nos termos da lei, existem fundamentos e condições para impedir essa pessoa de entrar em Macau”, explicou o secretário, considerando que já é uma punição relativamente pesada.

      O secretário admitiu que a situação de contrabando se tornou mais grave após o início da pandemia, particularmente depois do surto epidémico nas áreas vizinhas agravar. O problema de contrabando causou ainda mais preocupação à comunidade local, pelo que as autoridades vão ter “mão pesada” nos casos em que os titulares de visto familiar pratiquem este tipo de crimes entre os dois locais. O governante revelou ainda que tinha proposto no passado às autoridades do interior da China que os titulares de visto familiar ficassem em Macau por um curto período de tempo em vez de terem a permissão de fazer várias viagens por dia.

      Ao explicar a dificuldade da aplicação da lei contra o contrabando, Wong Sio Chak disse que é difícil distinguir os casos, pois a passagem frequente na fronteira pode dever-se a motivos profissionais ou acompanhar os filhos para a escola, sendo que a lei não permite apenas analisar o número de passagens como fundamento de punição. “Os Serviços de Alfândega e o CPSP reforçaram a comunicação com as autoridades do Continente, procedendo à intercepção e ao combate. Os relevantes trabalhos no posto fronteiriço das Postas do Cerco foram fortalecidos em particular, com equipamentos sem contactos, e alcançou alguns resultados”, frisou.

      O governante alertou também que alguns grupos de contrabando estão constantemente a mudar o seu método de cometer crimes, indicando que tinham ajuda para trazer mercadorias de outrem para ganhar dinheiro através do transporte, mas agora compram os produtos por sua conta, pelo que existem mais dificuldades no combate.

       

      Abertura ao exterior vai ter alto risco para Macau

       

      Em relação à proibição da entrada no território de estrangeiros e a um eventual alívio nas restrições fronteiriças, o secretário para a Segurança realçou que todas as pessoas esperam que a cidade possa ser aberta ao exterior o mais rápido possível e, na perspectiva do Governo, existe ainda mais ansiedade, uma vez que a economia local depende do turismo, e espera-se que venham mais turistas a Macau. “Se a situação epidémica não estiver atenuada, não vamos ter essa ponderação”, assinalou.

      Wong Sio Chak referiu também que muitas regiões têm casos sempre a aumentar, apontando ainda o exemplo de Hong Kong, cujo sistema hospitalar já não aguenta o volume de doentes. “Nesse sentido, se a situação epidémica for instável, a abertura ao exterior vai ter um risco muito elevado para Macau”, disse. Por outro lado, questionado sobre o progresso da revisão da Lei de Segurança Nacional, o responsável destacou que estão agendadas várias revisões relacionadas este ano, e haverá a consulta pública da Lei de Segurança Nacional após o seu trabalho de elaboração estar concluído. “Do ponto de vista geral da segurança nacional, o quadro legal do regime jurídico do Controlo de Substâncias Perigosas está também relevante, pelo que será concluído dentro deste ano”, adiantou.

       

      PONTO FINAL