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      Pais estão mais dispostos para as crianças serem vacinadas devido ao surto na RAEHK

      As autoridades sanitárias e educacionais estão a cooperar com as escolas para aumentar a taxa de vacinação das crianças com idade superior a três anos. Segundo adiantou o deputado Kou Kam Fai e também director da Escola Pui Ching, os pais mostram-se agora com mais vontade para os menores receberem a vacina, o que se deve provavelmente à situação epidémica na RAEHK, enquanto o deputado Ma Io Fong espera que haja mais incentivos no futuro para que a taxa de vacinação chegue aos 90%.

       

      O Governo da RAEM reforçou recentemente os trabalhos de promoção da vacinação, sobretudo nos grupos que representam uma taxa de vacinação mais baixa, as crianças e os idosos. De acordo com o deputado Kou Kam Fai, o número dos pais que estão dispostos a deixar os filhos serem vacinados registou uma subida, o que se acredita estar relacionado com o recorde de casos infectados em Hong Kong, fazendo com que as autoridades em Macau alertassem sobre o aumento do risco na comunidade.

      O também director da Escola Pui Ching revelou que a taxa de vacinação dos alunos da respectiva escola primária e jardim de infância é de cerca de 8%. No entanto, em resposta aos apelos e às políticas da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), a escola realizou uma recolha da intensão dos pais que têm filhos com idades compreendidas entre 3 e 12 anos sobre a vacinação. Actualmente, cerca de 40% dos pais registaram a sua vontade de deixar os seus filhos serem vacinados, “cuja percentagem é mais elevada e melhor do que o previsto”, sublinhou à margem do almoço de Primavera da Assembleia Legislativa que decorreu ontem.

      Relativamente ao apoio do Governo à vacinação das crianças, o deputado nomeado citou a informação da DSEDJ a dizer que vai haver serviços de extensão se mais alunos estiverem disponíveis para receber a vacina num tempo determinado. “Alguns pais preferem acompanhar os filhos na vacinação, pelo que os outros 60%, que não registaram interesse, se calhar estão preocupados com a coordenação do tempo para acompanhamento, ou pretendem trazer directamente as crianças para administrar nos postos na comunidade”, explicou, frisando ainda que a escola lida com flexibilidade com diferentes situações de alunos recém-vacinados, disponibilizando um dia de falta justificada caso tenham desconforto após vacinação.

      Relativamente aos alunos que não pretendem ser vacinados, o deputado assegura que a escola não terá forma de tratamento diferente ou especial para esses estudantes. “São diferentes dos alunos universitários, que devem ser submetidos a teste de ácido nucleico a cada sete dias se não forem vacinados. Esta política não envolve o ensino primário ou secundário, pelo menos até agora não recebemos nenhuma informação sobre orientação semelhante”, realçou Kou Kam Fai.

       

      Promoção da vacinação corre bem nas escolas

       

      Na mesma ocasião, o deputado Ma Io Fong reconheceu também a necessidade de o Governo lançar medidas para promover a vacinação na comunidade para aumentar a taxa de vacinação e atingir a imunidade de grupo, apontando que as autoridades têm emitido orientações para os diversos sectores seguirem e incentivarem a administração de vacinas, bem como algumas políticas que facilitam quem é inoculado, como faltas justificadas.

      Em relação ao facto de o Governo da RAEM estar a reforçar o apelo da vacinação dos menores, Ma Io Fong indicou que espera que os pais, de acordo com a sua situação, cooperem o mais possível com o plano de vacinação do Governo. “No entanto, as escolas devem respeitar a vontade dos pais e dos alunos, e os pais podem inscrever a vacinação dos filhos voluntariamente. O trabalho de promoção da vacinação no sector de educação e nas escolas corre agora suavemente, não foram recebidas queixas sobre vacinação obrigatória e forçada”, frisou o também docente numa escola secundária.

      “Noto que as autoridades implementaram a política que permite aos funcionários da administração pública terem um dia de falta justificada para acompanharem os seus filhos menores de 18 anos, que frequentam o ensino primário e secundário, a receber vacinas contra a covid-19”, prosseguiu o deputado, que considerou ser uma boa política para dar impulso à vacinação. O parlamentar espera que mais medidas sejam lançadas no futuro para aumentar a taxa da vacinação, particularmente nos grupos de risco, defendendo que a taxa da vacinação deverá ultrapassar os 90%.

      Questionado sobre a vacinação das mães que amamentam, o deputado ligado à Associação Geral das Mulheres frisou que a agravação da situação epidémica nas cidades vizinhas já trouxe obviamente mais preocupação às mães e às grávidas, e, neste caso, “o Governo deve disponibilizar mais dados e informações de estudos científicos, mais explicações sobre a matéria, deixando os pais mais confinantes relativamente à vacinação e com mais vontade de serem vacinados ou deixarem os filhos receberem as vacinas”, apontou.

       

      PONTO FINAL