Edição do dia

Quarta-feira, 22 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva fraca
26.3 ° C
27.6 °
25.9 °
94 %
2.1kmh
40 %
Qua
26 °
Qui
27 °
Sex
27 °
Sáb
27 °
Dom
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioDesportoPortugal termina participação em Pequim com 39.º lugar de Brancal no...

      Portugal termina participação em Pequim com 39.º lugar de Brancal no slalom

      O esquiador Ricardo Brancal terminou ontem a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 com o 39.º lugar na prova de slalom, entre 88 participantes.

       

      Na competição, que decorreu no Centro Nacional de Esqui Alpino, em Yanquing, o covilhanense, de 25 anos, terminou a primeira manga, mais exigente, na 46.ª posição, e melhorou o tempo na segunda descida, com um traçado mais directo e mais rápido, ficando a 22,22 segundos do novo campeão olímpico, o francês Clement Noel, que terminou as duas mangas em 1.44,09 minutos. O austríaco Johannes Strolz juntou ao ouro em Pequim2022 no esqui alpino combinado a prata no slalom e o campeão do mundo, o norueguês Sebastian Foss-Solevaag, conquistou a medalha de bronze.

      Na pista Ice River, Ricardo Brancal foi o 82.º atleta a entrar na prova que 43 esquiadores não terminaram, entre os quais o líder do ´ranking` mundial, o norueguês Lucas Braathen, o austríaco Manuel Feller ou o sueco Henrik Kristoffersen, o atleta em competição no slalom com melhor currículo. O timorense Yohan Gonçalves foi o último classificado, no 45.º lugar.

      Ricardo Brancal, que desde os 13 anos compete com as cores lusas, pela primeira vez nos Jogos Olímpicos, estreou-se em Pequim2022 no slalom gigante, com um 37.º lugar na prova de slalom gigante, a 28,05 segundos do vencedor, o suíço Marco Odermatt, e conseguiu o objetivo de melhorar o 66.º posto de Arthur Hanse na disciplina em PeyongChang2018, 38.º no slalom.

      Num dia com condições atmosféricas adversas, e em que 42 atletas não terminaram a prova, Ricardo Brancal foi cauteloso no slalom gigante, mas na competição pela qual tem preferência, o slalom, antecipou a possibilidade de “arriscar um pouco mais”, como aconteceu, reduzindo o tempo para o líder. “No gigante foram duas descidas estratégicas, para chegar ao fim. Agora no slalom arrisquei um pouco mais e as coisas correram bem, podiam ter corrido mal, mas felizmente estava sólido”, disse Ricardo Brancal.

      Depois de uma primeira manga que exigiu maior esforço físico, e que terminou “exausto, na segunda foi uma questão de acelerar em certos setores e ter mais cuidado em outros”. Apesar de ter ultrapassado atletas na segunda descida e de estar “satisfeito com o resultado”, o esquiador da Covilhã definiu-se como “muito crítico” consigo próprio e referiu ter sentido que podia “ter feito um ou dois segundos melhor, o que iria alterar uma a duas posições na classificação”. “Dei o meu melhor, mas acho sempre que falta qualquer coisinha”, frisou o atleta, que para já não pensa no futuro, depois de ano e meio de preparação.

      Ricardo Brancal, que antes da partida para Pequim considerava um ‘top 50’ um excelente resultado, tendo em conta o nível competitivo, e ambicionava superar o melhor lugar de Arthur Hanse, 38.º no slalom e 66.º no slalom gigante em PeyongChang2018, afirmou regressar a Portugal com resultados que não esperava, consequência da sua “dedicação” e de “uma ética de trabalho que deu frutos”. “O 37.º lugar em gigante e o 39.º em slalom eram resultados de que eu não estava à espera. Foram boas surpresas e, na minha estreia olímpica, levo dois grandes resultados para casa e para o nosso país”, acentuou o esquiador português.

      Nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, que decorrem entre 4 e 20 de Fevereiro, na China, Portugal esteve também representando no esqui alpino por Vanina Oliveira, 43.ª no slalom gigante e desclassificada no slalom, e por José Cabeça, que terminou no 88.º lugar nos 15 km estilo clássico no esqui de fundo.

       

      CAIXA

       

      Russa Valieva usou outras substâncias potenciadoras do desempenho

       

      Kamila Valieva indicou o uso de duas substâncias legais utilizadas para melhorar a função cardíaca, num formulário de controlo antidoping preenchido pela patinadora russa antes de testar positivo ao uso de uma substância proibida, segundo documentos oficiais. A Agência Mundial Anti-doping declarou que a existência de L-carnitina e Hypoxen, apesar de legais, anula o argumento de que uma substância proibida, a trimetazidina, poderia ter entrado acidentalmente no organismo da jovem. Hypoxen, uma droga concebida para aumentar o fluxo de oxigénio para o coração, foi uma substância que a Agência Anti-Doping dos EUA tentou recentemente, sem sucesso, acrescentar à lista de substâncias proibidas. A L-carnitina, outra potenciadora de desempenho e também ligada ao aumento de oxigénio, é proibida, se injectada acima de certos valores. A combinação daquelas duas substâncias com 2,1 nanogramas de trimetazidina, a droga encontrada no sistema de Valieva após um teste a 25 de Dezembro, é “uma indicação de que algo mais sério está a acontecer”, disse o líder da agência norte-americana, Travis Tygart.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau