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      InícioCulturaO falso que agrada à vista

      O falso que agrada à vista

      O mais recente levantamento de cópias de monumentos estrangeiros na China foi feito pelo tabloide britânico The Sun. A Ponte da Torre de Londres, a Torre Eiffel, uma esfinge egípcia em tamanho real, um Coliseu de Roma ou uma Torre de Pisa são alguns dos monumentos copiados pelos chineses. Macau não escapa ao copia e cola. No entanto, as autoridades chinesas já vieram dizer publicamente que a tendência de construção de réplicas é para diminuir e, se possível, terminar.

       

      De tempos em tempos, a imprensa estrangeira divulga as cópias chinesas dos monumentos estrangeiros. O mais recente levantamento foi feito, esta semana, pelo jornal britânico The Sun. O tabloide escreve e mostra sobre cópias da Ponte da Torre de Londres, da Torre Eiffel, do Coliseu de Roma, da Ópera de Sydney, ente muitos outros.

      Há relato de cópias de partes de cidades inglesas e aldeias dos Alpes. O copia e cola chinês, que na maioria das vezes ignora direitos autorais, é agora transportado para prédios inteiros ou pontos de referência de cidades estrangeiras.

      De acordo com o Global Times, avança o The Sun, as “versões falsas e de má qualidade” dos edifícios aparecem em “muitas cidades chinesas de terceiro e quarto nível”.

      Por exemplo, construída em 2012, a réplica da Ponte da Torre de Londres numa cidade chinesa tem vindo a ser referida como melhor construída do que a original.

      A cópia, construída sobre um rio na cidade de Suzhou, tem 40 metros de altura (menos dois que o original) e tem quatro torres em vez de duas, permitindo que uma via dupla de circulação automóvel passe por baixo.

      Mas a famosa Tower Bridge de Londres não é o único exemplo de arquitectura britânica a ser replicada na República Popular da China. O The Sun revela que em Songjiang, perto de Xangai, existe a cidade de Thames que nada mais é do que uma autêntica réplica de uma cidade inglesa com ruas de paralelepípedos, casas vitorianas e pubs a cada esquina. Como cereja no topo do bolo, a cidade possui ainda uma sala de reuniões medieval e ostenta uma estátua do antigo primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

      A França não foi esquecida pelos chineses. Em Hangzhou, província de Zhejiang, existe uma réplica da Torre Eiffel com cerca de 108 metros de altura, bem menos de metade do tamanho do monumento original em Paris que tem 324 metros. Em Macau, por exemplo, no complexo hoteleiro da Sands China no Cotai também existe uma Torre Eiffel que faz parte do resort integrado Parisian. Um Arco do Triunfo com 10 metros de altura também surgiu em Jiangyan.

      Ainda na China existem réplicas do museu Louvre, bem como uma réplica do Titanic construída em Belfast, capital da Irlanda do Norte, na província de Sichuan. Escreve o The Sun que a reprodução vai fazer parte de uma nova atracção turística naquela província, mas tem sido deixada de parte nos últimos sete anos. A China também abriga uma falsificação da icónica Ópera de Sydney, juntamente com uma réplica da Ponte da Baía de Sydney, na Austrália.

      Apesar de andarem muitas vezes de costas voltadas, os chineses também apreciam os monumentos norte-americanos. Por isso, também existem no país uma falsa Casa Branca, um Lincoln Memorial, um obelisco de Washington e ainda uma réplica do Capitólio.

      Em Chuzhou, uma Grande Esfinge egípcia de Gizé, despejada de concreto, ergue-se sobre um parque temático inacabado. A Grécia, através de um modelo do Parthenon de Atenas também foi construído em um parque temático em Lanzhou, província de Gansu.

      Enquanto isso, o Coliseu Romano erguido da Doca dos Pescadores em Macau pode acomodar cerca de 2.000 pessoas e serve como local de concertos ao ar livre, apesar de estar com um aspecto abandonado há anos. Recentemente, no Cotai, também pela mão da Sands China, foi erguida uma réplica do famoso Big Ben, o sino instalado na torre noroeste do Palácio de Westminster, em Londres.

      Edifícios emblemáticos da Rússia, Itália, Áustria ou Bélgica também podem ser encontrados no país que, recentemente, admitiu que “plágio, imitação e cópia” de projectos agora é proibido em novas instalações públicas.

      A China até plagia a própria China. Também é possível encontrar cópias dos Guerreiros de Terracota de Xi’An na província de Anhui.

      Contudo, a China não é única no mundo a copiar edifícios de outros países. Las Vegas, nos Estados Unidos da América, possui, há anos, falsificações da Torre Eiffel e dos canais venezianos em Itália. Na Ásia, também existem diversos países que ergueram empreendimentos que imitam interiores italianos e as charmosas vilas inglesas.

       

      PONTO FINAL