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      Consulta pública do Planeamento Geral do Trânsito prevista para o primeiro semestre deste ano

      A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego vai trabalhar para que a consulta pública do Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres (2021-2030) seja lançada dentro dos próximos quatro meses. O documento tomará como referência a situação de Chongqing. Por outro lado, a lotação de autocarros subiu para 193 milhões de passageiros, mas a avaliação do serviço do ano passado sofreu uma queda em ambas as operadoras de transporte público. O número de acidentes imputáveis às operadoras, por sua vez, aumentou 33% face ao ano anterior.

       

      O Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau (2021-2030) será apresentado a consulta pública no primeiro semestre deste ano, prevendo-se que seja concluído o documento final e divulgado dentro do ano. Sem adiantar muitos detalhes sobre as disposições gerais do plano por este estar ainda em elaboração, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Lam Hin San, frisou que o planeamento vai tomar como referência a experiência da cidade de Chongqing, da província de Sichuan, que é igualmente um território com densa população e vias estreitas, para realizar um planeamento de “tráfego tridimensional”.

      Este documento de planeamento já é esperado pelo público. Recorde-se que o estudo sobre o Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau dos próximos dez anos foi adjudicado directamente, em Junho do ano passado, pela DSAT à empresa UMTec Limite, que é uma subsidiária comercial da Universidade de Macau. O serviço de pesquisa é composto por duas partes, incluindo o estudo de resultados da implementação e resumo da experiência da Política Geral de Trânsito e Transportes Terrestres de Macau de 2010 a 2020, bem como a elaboração do Planeamento Geral dos próximos cinco anos.

      À margem da reunião fechada do Conselho Consultivo do Trânsito que decorreu ontem, Lam Hin San revelou ainda que outro projecto de destaque este ano é a construção da passagem superior para peões na Rua Norte do Patane e na Rua do Comandante João Belo, tendo agora já iniciado os trabalhos de concepção, cujo prazo é de 120 dias.

      “É uma intersecção frequente para a circulação de veículos e pessoas, e será registado gradualmente um maior fluxo no futuro. Há necessidade de reordenar o trânsito e a forma de separação entre veículos e pessoas é melhor, podendo aumentar o fluxo de tráfego em 20% face ao volume existente”, disse.

      Sobre mais trabalhos a concretizar neste ano, o responsável salientou que haverá mais obras de optimização das passadeiras de “ponto negro” de trânsito. Na DSAT foram elaboradas 114 propostas de melhoria entre os dois últimos anos, das quais 88 foram concluídas e 30 vão ser iniciadas sucessivamente, compreendendo as da zona da Avenida do Coronel Mesquita e Rua de Silva Mendes.

       

      Avaliação dos autocarros desceu

       

      Em termos de balanço da gestão de transportes públicos, após a entrada em vigor dos novos contratos com as companhias de transportes públicos, a avaliação do serviço de autocarros adoptou um mecanismo ajustado no primeiro semestre de 2021, tendo o “grau de satisfação dos passageiros” passado de 10% para 40% da pontuação total, aumentando-se significativamente a participação do público.

      No respectivo período de avaliação, a classificação da Transmac foi “B-” e a do TCM foi “C+”, enquanto as classificações do ano 2020 foram ambas de “B”. Entretanto, Lam Hin San salientou que como o mecanismo foi ajustado, a avaliação actual tem pouca relevância com a anterior, afirmando que está satisfeito em geral com o desempenho do serviço das duas companhias, mas acredita que ainda há espaço para melhorias.

      O volume de passageiros registou uma recuperação no ano passado, altura em que foi registado um total de 193 milhões de passageiros na lotação de autocarros, ou seja, 529 mil passageiros por dia em média, o que corresponde a um crescimento de 16% face ao período homólogo de 2020. Contudo, a lotação ainda se mostrou 16% menor em relação ao período antes da pandemia em 2019. Segundo os dados estatísticos, idosos, estudantes e pessoas portadoras de deficiência mantêm-se frequentes no serviço de autocarro, ocupando um quarto do número total de lotação com um total de cerca de 50 milhões de passageiros. A frequência média diária de autocarros também representou no ano passado uma subida de 8% em relação a 2020.

      Todavia, registou-se um aumento de 33% no número de acidente imputáveis às operadoras de autocarros, tendo em conta que houve 544 acidentes em 2021 e 409 no ano anterior. Segundo Lam Hin San, metade dos acidentes de autocarros das duas companhias envolvem vítimas idosas. As duas operadoras afirmaram que vão aumentar a porção de veículos de piso baixo e equipados com equipamento de paragem destinado a cadeira de rodas, para facilitar os utilizadores do transporte público.

      Além disso, o número de autocarros movidos com novas energias vai aumentar para mais de 30% do total, com a adesão de mais 200 autocarros eléctricos com extensor de autonomia que chegaram a Macau no final do ano passado. “Esses veículos usam combustível para gerar eletricidade, que é uma forma mais ecológica do que a utilização tradicional do combustível. As viaturas totalmente eléctricas não têm electricidade suficiente para trabalhar um dia inteiro, portanto esse tipo de veículo adapta melhor o mercado local”, explicou.

      Quanto ao orçamento executado nos serviços de autocarros no ano passado, o director da DSAT divulgou que foi cerca de 970 milhões de patacas, sendo inferior ao ano de 2020.

      Aos jornalistas, Lam Hin San comentou ainda sobre a circulação das cadeiras de rodas eléctricas, que está fora da regulação das leis existentes, referindo que a revisão da Lei do Trânsito Rodoviário vai ponderar regular a sua velocidade, podendo ser de 6km por hora com referência de limitação em outras cidades.

       

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