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      Qualidade pedagógica é prioritária no programa de integração das escolas oficiais

      Quem o afirma é a DSEDJ na resposta a uma interpelação escrita do deputado da FAOM Lam Lon Wai. A tutela reitera que não haverá lugar à redução no número de vagas disponibilizadas pelas escolas oficiais nem no número de docentes. As escolas oficiais, acrescentam as autoridades, têm vindo a proporcionar modelos diversificados de ensino, em articulação com o desenvolvimento e as necessidades pedagógicas da RAEM.

       

      O processo de integração das escolas oficiais em curso continua – e deverá continuar – a dar que falar. Numa resposta a uma interpelação escrita do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lam Lon Wai sobre o assunto, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) assumiu que “a garantia da frequência e da qualidade pedagógica serão os elementos de consideração prioritária deste programa de integração, não resultando daí qualquer redução no número de vagas disponibilizadas pelas escolas oficiais nem no número de docentes”.

      A DSEDJ assumiu ainda que, após a integração, o novo status quo “possibilitará às escolas oficiais desenvolverem vantagens complementares, em diferentes âmbitos, e oferecerem aos alunos espaços adequados para a aprendizagem”. “Serão optimizados equipamentos e instalações, que possibilitarão um melhor aproveitamento pelos alunos; serão criadas, de forma concentrada, equipas de pessoal docente e de pessoal de orientação e terapia, de diferentes especialidades, de forma a satisfazer as necessidades dos alunos nas suas diferentes fases de aprendizagem, reforçando tanto os conhecimentos como o nível de cuidados prestados pelas escolas e docentes aos alunos, bem como o desenvolvimento de ‘soft power’ no ensino nas escolas oficiais”, afirmou a tutela, que acrescentou que “a integração permite, principalmente, a concentração de recursos e o reforço da ligação entre os diferentes níveis de ensino, favorecendo a formação global dos alunos e criando características próprias de desenvolvimento , específicas de cada escola”.

      Recorde-se que com o novo programa de integração, o sistema escolar oficial, que inclui 10 escolas, passará a incluir, temporariamente, oito escolas, sendo que duas delas funcionam sob o sistema ‘one stop’, disponibilizando todos os níveis de ensino, do infantil ao secundário complementar, que passarão a ser cinco após a integração, sob o mesmo sistema. Ao mesmo tempo, a DSEDJ deseja criar uma escola oficial do ensino especial em Macau, que ministrará todos os níveis de ensino não superior, e irá concentrar, com maior eficácia, equipas profissionais de docentes e de pessoal que presta serviços terapêuticos, com o objectivo de fornecer serviços aos alunos com necessidades educativas especiais. “O tempo gasto no trajecto de ida e volta pelos alunos que, actualmente, se encontram a frequentar a Escola Luso-Chinesa de Coloane, será também reduzido, dada a conveniência do local de frequência escolar para a maioria dos encarregados de educação, em resposta às solicitações urgentes que tanto eles como os alunos têm vindo a apresentar ao longo de vários anos”, pode ler-se na resposta ao deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).

      As escolas oficiais Zheng Guanying, de Seac Pai Van, Luso-Chinesa “Sir Robert Ho Tung” e Luso-Chinesa da Taipa vão manter-se inalteradas. Já a Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional, a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes e a Escola Primária Luso-Chinesa da Flora vão integrar-se em escolas oficiais que passarão a ministrar todos os níveis de ensino, do Infantil ao Secundário Complementar.

       

      De acordo com o Plano Director de Macau

       

      O deputado da FAOM sugeriu ao Governo para que recolhesse ainda mais as opiniões da sociedade civil. Tudo por uma consolidação das escolas públicas por forma a garantir espaço e qualidade de aprendizagem aos alunos. O operário pediu ao Executivo para que pensasse na possibilidade de criação de escolas públicas com características especiais nos novos aterros de Macau e ainda na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

      A DSEDJ, garante, continua a manter a comunicação e a troca de opiniões com os serviços responsáveis pelo planeamento e com as entidades titulares das escolas, em articulação com o projecto do Plano Director de Macau, ponderando, de forma global, as necessidades em termos de terrenos para fins educativos na zona A dos novos aterros e de outros terrenos, de modo a concretizar, de forma ordenada, os trabalhos de melhoramento do ambiente pedagógico. “Os terrenos para fins educativos da zona A dos novos aterros serão utilizados, prioritariamente, para relocalização de instalações escolares que se encontrem situadas em pódios de edifícios, e de outras escolas cujas instalações possuam condições físicas menos favoráveis que não sejam possíveis de melhorar na actual localização. No futuro, as escolas oficiais irão, com base neste programa de integração, aperfeiçoar os equipamentos e elevar o nível do ensino em geral, a fim de proporcionar uma educação de melhor qualidade”, explicou a tutela ao também sub-director da Escola Secundária para Filhos e Irmãos dos Operários.

       

      PONTO FINAL