Edição do dia

Sexta-feira, 24 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
aguaceiros fracos
25.9 ° C
26 °
25.9 °
94 %
2.6kmh
75 %
Sex
26 °
Sáb
26 °
Dom
28 °
Seg
28 °
Ter
27 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaPequim insta Hong Kong a manter tolerância zero com o vírus

      Pequim insta Hong Kong a manter tolerância zero com o vírus

      As autoridades chinesas instaram ontem Hong Kong a manter tolerância zero com a covid-19, alertando que qualquer alteração para uma política de coexistência com o vírus resultaria num desastre para a região semiautónoma.

       

      Pequim quer que Hong Kong mantenha tolerância zero no combate à covid-19. A advertência foi feita por um alto funcionário da Comissão de Saúde da China e pelo Diário do Povo, o jornal oficial do Partido Comunista da China, após Hong Kong ter diagnosticado, pela primeira vez, mais de mil casos diários.

      “A chamada estratégia de ‘coexistir com o vírus’ não está comprovada cientificamente. Implementá-la traria uma enorme pressão sobre o sistema sanitário, já para não mencionar que atrasaria a retomada das viagens sem quarentena com o continente”, apontou o Diário do Povo, num comentário sobre a situação epidémica na cidade.

      A China mantém uma política de tolerância zero com a doença, agora designada, oficialmente, como “dinâmica zero casos”, e que envolve testes em massa e medidas de confinamento quando um surto é detetado.

      O Diário do Povo clarificou que esta estratégia não almeja “zero infecções”, mas é antes uma estratégia geral, voltada para a “descoberta precoce e ação rápida”, visando “interromper a transmissão comunitária contínua”. A estratégia “incorpora um conceito antiepidémico que prioriza pessoas e vidas e que também provou alcançar resultados máximos com custo mínimo”, referiu o jornal.

      O especialista em controlo de doenças da Comissão de Saúde da China, Liang Wannian, disse que a estratégia ainda é aplicável a Hong Kong, apontando a cidade como sendo de “maior risco”, devido à alta densidade populacional e frequentes intercâmbios internacionais.

      Em entrevista a um canal chinês, Liang sugeriu que as autoridades de Hong Kong devem rastrear os contactos próximos através da análise de dados móveis e expandir o alcance dos testes em massa. “Só podemos viver com o vírus quando houver medicamentos mais eficazes (…) É ainda muito cedo para desistir”, disse.

      Uma pesquisa realizada, no mês passado, pelo Partido Democrata de Hong Kong (pró-democracia), mostrou que 65% dos entrevistados consideraram que a cidade deve preparar-se para viver com o vírus.

      Outro inquérito realizado na mesma altura, pelo Instituto Bauhinia, pró-Pequim, constatou que 68% concordavam que a adoção da estratégia de zero casos está de acordo com os interesses da sociedade.

      Desde o início da pandemia, Hong Kong registou 15.176 casos de covid-19 e 213 mortes, de acordo com as autoridades do território.

      Hong Kong, recorde-se, proibiu esta semana a importação de carne de frango e derivados, incluindo ovos, do distrito de Lisboa, na sequência da identificação de casos de gripe aviária. O Centro para a Segurança Alimentar da região administrativa especial chinesa sublinhou que a decisão foi tomada “para proteger a saúde pública”, na sequência de uma notificação da Organização Mundial de Saúde Animal, de acordo com um comunicado divulgado pelas autoridades do território na terça-feira.

      Hong Kong já tinha suspendido a importação de frango do distrito de Santarém, em janeiro, e do distrito de Leiria, em 28 de dezembro, devido a surtos de gripe aviária H5N1. A cidade não importou carne de frango ou ovos de Portugal em 2021, indicou na mesma nota. O Centro para a Segurança Alimentar de Hong Kong disse já ter contactado as autoridades portuguesas e que vai acompanhar a situação. Lusa

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau