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      InícioCulturaCentro Científico e Cultural de Macau revela programa preliminar de conferências

      Centro Científico e Cultural de Macau revela programa preliminar de conferências

      Três conferências do CCCM programadas para esta Primavera são dedicadas a Macau, à China e à Ásia. Os trabalhos decorrerão em formato híbrido e em português, à excepção das comunicações apresentadas em inglês por oradores que não dominam a língua portuguesa, anunciou a entidade num comunicado assinado pela presidente Carmen Amado Mendes.

       

      O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) anunciou ontem, em nota de imprensa, o programa preliminar das três Conferências da Primavera deste ano, que terão lugar em formato híbrido – presencial e via zoom.

      De 9 a 12 de Março o programa será inteiramente dedicado a Macau. Para já, o cardápio revela, no primeiro dia, um painel que procurará discutir o tema “História, Arte e Património”, com intervenções de académico chinês Jin Guoping do Instituto de Macaulogia da Universidade de Jinan que se debruçará sobre as “novas luzes sobre a terra chinesa onde aportou Jorge Álvares e o início da frequência portuguesa oficial em Macau”. Em seguida, a professora Leonor Seabra, da Universidade de Macau, abordará os “Riscos do mar: empréstimos da Misericórdia de Macau (Séc. XVIII-XIX)” e a fechar o primeiro painel a arquitecta Maria José Freitas falará sobre a relação do património macaense com as alterações climáticas. O painel continua com o académico Luís Cabral de Oliveira, da Universidade Nova de Lisboa a trazer o tema “Cinco anos em malas de cânfora: análise das listagens de um regresso de Macau (1934-1935)”. Segue-se Célia Reis, também da Universidade Nova de Lisboa, com uma discussão sobre o tráfico do ópio. Por fim, o primeiro painel encerra com o investigador Pedro Pombo, da Universidade de Goa, que abordará os traços de Macau nas Ilhas Mascarenhas: arquivo, história e património cultural.

      No mesmo dia, um segundo painel dedicado à História tratará de debater “O fim do Império a Oriente: Macau” pela professora da Universidade Nova de Lisboa, Maria João Castro. Em seguida, Miguel Rodrigues Lourenço traz a lume a questão da comissão do Santo Ofício em Macau na segunda metade do século XVII: estratégias institucionais, contradições locais e desafios políticos. “Modernizar Macau: Obras públicas e planeamento urbano na rede Imperial, 1856-1919” é a proposta da professora da Universidade de Coimbra Regina Campinho e o dia encerra com Moisés Fernandes, da Universidade de Lisboa, a explicar como é que Macau conseguiu gerir entre a frágil administração portuguesa e a poderosa empresa estatal chinesa a Companhia Comercial Nam Kwong, de 1966 a 1999.

       

      Igreja católica, educação e cultura

       

      O dia 10 de Março começa com a professora do Instituto Politécnico de Macau e investigadora do Instituto Ricci, Cristina Osswald a abordar o tema “O Colégio de S. Paulo em Macau: arte e devoção entre o Ocidente e o Oriente (sécs.XVI-XVII)”. Segue-se a professora da Universidade de Lisboa Isabel Horta Lampreia a dedicar igualmente tempo de antena à Igreja Católica com o retrato dos protomártires do Japão no Paço Episcopal da Diocese de Macau. Tempo ainda para a investigadora alemã Ulrike Körber, da Universidade Nova de Lisboa, a trazer para a conversa os objetos litúrgicos lacados (de origens diversas) de estilo Namban na missão Jesuíta e a questão de Macau como centro da sua lacagem.

      O dia segue, da parte da tarde, com um debate moderado por Rogério Miguel Puga, onde estarão para discutir Manuel Fernandes Rodrigues, da Universidade de York, com o tema “História da gastronomia macaense, salvaguarda da identidade”. Igualmente estarão presentes Mariana Pereira, da Universidade de Cambridge, que abordará “As Celebrações Macaenses do 24 de junho em Portugal”; Carlos Piteira, da Universidade de Lisboa, com “A questão da identidade macaense: divagações sobre o tema” e Marisa Gaspar, também da Clássica, com “Património e sabores euro-asiáticos: o turismo gastronómico e as relações político-económicas em e além Macau”.

      O dia encerra com o painel “Educação, Literatura e Cinema” onde Rui Simões, do Instituto Politécnico de Lisboa, vai abordar a educação de matriz portuguesa em Macau. A seguir a discussão é canalizada para as “Representações de Macau na literatura infantojuvenil portuguesa na transição do século XX para o século XXI” com a académica da Universidade Nova de Lisboa Ana Brígida Paiva. Rogério Miguel Puga, agora da pele de palestrante, traz o tema “O Imaginário do Film Noir e a Representação de Macau em Fan-Tan (2005), de Marlon Brando e Donald Cammell”; e o dia termina com Ana Cristina Alves, do CCCM, a abordar a cultura chinesa na sinologia de Macau contemporâneo.

       

      Jogo não poderia faltar no debate

       

      O terceiro dia do evento dedicado a Macau começa a discutir economia e negócios, com Jorge Godinho, do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes a abordar Stanley Ho, as concessões de jogos do casino e o desenvolvimento económico de Macau. Segue-se Pedro Paulo dos Santos, da Universidade Cidade de Macau, com um estudo comparativo da área da Grande Baía. Dennis Zuev encerra o painel com uma discussão em torno do ecossistema de ‘start-ups’ em Macau.

      Nesse dia ainda haverá tempo para debater o jornalismo e os média numa sessão que apenas terá dois intervenientes: José Manuel Simões, da Universidade de São José, que falará sobre o jornalismo multicultural em língua portuguesa, e Cátia Miriam Costa, do ISCTE, que trará a relação entre os media e a política.

      O último dia da conferência será todo em inglês com Catherine S. Chan, da Universidade de Macau (UM), a trazer para a discussão os macaenses de Xangai. Meng U Ieong, também da UM, abordará questões relacionadas com a temática “Um país, dois sistemas”.

      A China, no geral, servirá de tema de debate de 29 de Março a 2 de Abril. Investigadores e professores como Álvaro Augusto Rosa, Luís Cunha, Daniel Cardoso, Maria Beatriz Costa, Luís Bernardino, Luís Tomé, Fernanda Ilhéu ou Thaís França são alguns dos nomes que estão do programa provisório. A pandemia de Covid-19, a iniciativa “Faixa e Rota”, a questão de Taiwan, a presença da China em África ou a energia são temas em cima da mesa.

      Por último, a conferência dedicada à Ásia acontecerá de 18 a 23 de Abril. A questão do Indo-Pacífico, as economias emergentes, a Coreia do Norte, a Jordânia ou a Rota da Seda são alguns dos temas que serão discutidos nesta conferência. Nomes como Teresa Lacerda, André Murteira, Rui Oliveira Lopes, Zoltán Biedermann, Rita Durão, Diego Trindade d’Ávila Magalhães ou Nuno Canas Mendes são esperados nos painéis convidados.

      As comunicações dos palestrantes serão de 20 minutos, incluindo cinco minutos para apresentação do percurso e projectos profissionais e 15 minutos para exposição do tema de investigação, que poderá resultar de um trabalho original ou dar a conhecer a área de especialização do investigador em questão. “Espera-se que este formato, ao promover o conhecimento das várias temáticas em debate, mas também do trabalho realizado pelos académicos portugueses na área dos estudos asiáticos, facilite o ‘networking’ e inspire colaborações futuras”, assume o CCCM na nota de imprensa.

       

       

      PONTO FINAL