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      Casal residente detido por fraude que causou prejuízo de 2,2 milhões

      Um homem do Continente foi lesado numa operação de troca de moeda em 2,2 milhões de dólares de Hong Kong. A Polícia Judiciária deteve um casal residente por suspeitas de se terem apropriado do dinheiro, após o marido se ter feito passar por representante de um grupo de câmbio.

       

      Um casal foi detido por alegadamente ter desviado o dinheiro de um homem do interior da China aproveitando um esquema de troca de moeda. Segundo divulgou a Polícia Judiciária (PJ), os suspeitos são um residente de 53 anos e a mulher, de 50 anos, e trabalham ambos como croupiers ao longo de cerca de oito anos.

      De acordo com o relato na denúncia, a vítima referiu que, após ter depositado um cheque de despesas de uma obra de construção num banco na zona de Toisan, contactou, através de Wechat, um responsável do grupo de câmbio de dinheiro, com o qual tinha realizado trocas por várias vezes com sucesso, pretendendo trocar 2,2 milhões de dólares de Hong Kong por 1,8 milhões de renminbis.

      Uma vez que o responsável pela troca de moeda encontrava-se no interior da China, foi dito à vítima que um homem iria recolher o dinheiro e iria estar no local combinado a segurar uma nota na sua mão com um número específico para que fosse reconhecido.

      No dia 28 do mês passado, o queixoso foi ao local designado nas Portas do Cerco para realizar o câmbio, onde encontrou o suspeito, que mostrou à vítima uma nota de 20 dólares de Hong Kong como prova de identificação.

      O lesado descobriu que o número patente na nota não era o mesmo, questionando de imediato o responsável através do Wechat, que referiu, no entanto, que tinha encontrado a pessoa certa. Na ocasião, o lesado entregou 2,2 milhões de dólares de Hong Kong ao indivíduo e afastou-se do local, segundo o porta-voz da PJ.

      Algumas horas depois, a vítima saiu de Macau e deslocou-se a um hotel em Zhuhai para aguardar a recepção do dinheiro. No entanto, ninguém apareceu e as pessoas que fizeram câmbio ficaram incontactáveis, quer por chamada telefónica, quer pela aplicação Wechat, pelo que o lesado decidiu denunciar o caso à polícia.

      Após investigação e acompanhamento, a PJ identificou o suspeito, tendo o casal acabado por ser interceptado nas Portas do Cerco no dia 31 de Janeiro, e foram apreendidos 812 mil dólares de Hong Kong na sua posse. Nas buscas ao domicílio a polícia encontrou mais 1,25 milhões de dólares de Hong Kong e sete mil renminbis.

      Os dois recusaram cooperar na investigação policial, mas a vítima disse que o residente tinha sido a pessoa a receber o dinheiro, tendo sido encontrada a referida nota para identificação na posse da mulher. Os dois detidos foram encaminhados ao Ministério Público por suspeita de crime de abuso de crédito.

       

      Jovem burlado com promessa de massagens

       

      Noutro caso divulgado pelas autoridades, um residente de 20 anos foi alvo de uma burla telefónica, registando um prejuízo de mais de 20 mil patacas. O jovem queixou-se da burla à PJ no sábado, apontando que, em Setembro do ano passado, conheceu uma mulher através de uma plataforma de redes sociais que lhe disse que poderia fornecer serviços de massagens por um preço de 800 patacas por cada três horas.

      O residente mostrou-se interessado no serviço e combinou um encontro num edifício na Taipa. O jovem recebeu mais tarde uma chamada de um indivíduo que se apresentou como o patrão da mulher, a pedir o pagamento de um sinal.

      Segundo a informação das autoridades, a vítima acabou por adquirir numa loja de conveniência uns cartões-presente avaliados em 20.985 patacas para pagar o sinal. Contudo, depois de o pagamento ter sido feito, tanto o patrão como a mulher ficaram incontactáveis.

      Noutro caso, o Corpo de Polícia de Segurança Pública deteve um residente de 27 anos por suspeitas de fuga à responsabilidade. Segundo as autoridades, o residente usou o motociclo de um amigo para conduzir num passeio para peões na Rua do Canal Novo, na Areia Preta, e saiu do local após ter atropelado uma mulher.

      De acordo com a investigação do CPSP, depois de acontecer o acidente e antes da chegada dos agentes policiais, o suspeito disse à vítima que tinha de ir à casa de banho e assim saiu do local, deixando a viatura do amigo. A polícia identificou e deteve o suspeito através de informação fornecida pelo dono do motociclo, e o suspeito acabou por confessar ao CPSP que tinha cometido o crime.

       

       

      PONTO FINAL