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      Homem comete burla de 1,8 milhões de dólares com pedido de fixação de residência na RAEM

      As autoridades detiveram um residente que terá burlado em 1,8 milhões de dólares de Hong Kong um homem do Continente, com o pretexto de assistência no pedido de fixação de residência no IPIM através de um investimento local, neste caso, uma empresa de alimentos. Noutro caso revelado na conferência de imprensa das autoridades foi referido que uma mulher local cooperou com uma amiga para fingir serem voluntárias duma associação, conseguindo furtar dinheiro de um idoso com deficiência visual durante uma visita à sua casa.

       

      Um residente de 68 anos foi detido por suspeitas de burla com esquema de fixação de residência com projecto de investimento, tendo lesado um homem oriundo do interior da China em 1,8 milhões de dólares de Hong Kong.

      O caso foi transferido para a Polícia Judiciária (PJ) pelo Ministério Público para investigação. Segundo a denúncia recebido pelas autoridades, o queixoso visitou Macau em 2016 e chegou a conhecer o suspeito através da apresentação de um amigo em Macau, depois de revelar que tinha interesse de se instalar na RAEM. O indivíduo, nessa altura, alegou que tinha formas de ajudar na sua fixação de residência e convenceu-o a abrir uma empresa de alimentos no território, para que pudesse apresentar um pedido ao Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM).

      Para o efeito, o lesado entregou-lhe 1,8 milhões de dólares de Hong Kong para tratar da abertura de empresa e o processo de pedir a permanência na RAEM.

      Após ter recebido o dinheiro, entre 2016 e 2017, o residente ajudou-o a requerer e a cumprir as formalidades junto do IPIM, tendo o lesado obtido uma autorização de permanência temporária em Macau no segundo semestre de 2017. Contudo, sem mais informações sobre o progresso do pedido recebidas por parte da vítima.

      Segundo o porta-voz da PJ, em 2018, quando a vítima continuava a perguntar sobre o pedido da sua fixação de residência permanente, o detido recusou adiantar mais pormenores e usou várias desculpas para evitar quaisquer responsabilidades, o que levou a vítima iniciar um processo civil a reclamar prejuízo.

      No processo jurídico, o queixoso descobriu que o IPIM tinha solicitado a apresentação de documentos complementares, mas o suspeito não o notificou, o que resultou no cancelamento do seu pedido de fixação de residência.

      As autoridades interceptaram o residente na passada sexta-feira, no seu domicílio na Zona Norte da cidade. Na investigação, o indivíduo apenas admitiu que tinha auxiliado o queixoso a solicitar a autorização de permanência e a estabelecer uma empresa, tendo gastado 800 mil dólares na renda, obra e no funcionamento da empresa. Entretanto não explicou sobre o resto do dinheiro em falta.

      O caso foi encaminhado novamente ao Ministério Público, com possíveis acusações de crime de burla de valor consideravelmente elevado.

       

      Falsa trabalhadora voluntária furtou idoso com deficiência visual

       

      Noutro caso, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) detectou um furto e deteve uma residente de 60 anos, que cooperou com outra residente, fingindo serem trabalhadoras voluntárias duma associação de serviços sociais para furtar dinheiro de um idoso portador de deficiência visual.

      Segundo o CPSP, o lesado é um residente de 70 anos, com deficiência visual, e mora sozinho. No passado sábado, as duas envolvidas apresentaram-se como trabalhadoras de serviços comunitários para fazer uma visita na sua casa e ajudar na limpeza. Como tinha contacto com associação comunitária, a vítima acreditou e deixou-as entrarem na casa.

      As duas saíram após cerca de três minutos de conversa. Contudo, a vítima deu conhecimento logo à tarde do mesmo dia que um ‘lai si’ e dinheiro que estavam na sala tinham desaparecido, pelo telefonando à associação relacionada, que afirmou posteriormente que desconhecia qualquer ida à habitação.

      As autoridades policiais recorreram ao sistema de videovigilância do edifício e identificaram as duas envolvidas, constatando que a suspeita trabalhava numa associação de serviços sociais, mas já tinha deixado o emprego. Ao CPSP, a detida admitiu ter cometido o furto, confessando que conheceu o idoso com deficiência visual no passado durante o trabalho e acabou por sugerir à amiga para a ajudar no plano. Segundo o relato da polícia, o idoso declarou um prejuízo de 3.800 patacas ao CPSP, no entanto, a detida indicou o dinheiro furtado foi de 1.510 patacas.

       

      PONTO FINAL