Edição do dia

Segunda-feira, 16 de Maio, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
19.9 ° C
19.9 °
18.8 °
88 %
8.2kmh
40 %
Seg
21 °
Ter
24 °
Qua
25 °
Qui
25 °
Sex
26 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Ásia Mulher de candidato presidencial na Coreia do Sul ameaça prender jornalistas críticos

      Mulher de candidato presidencial na Coreia do Sul ameaça prender jornalistas críticos

      A mulher de um candidato presidencial na Coreia do Sul ameaçou “prender todos os jornalistas” críticos do seu marido caso ele chegue ao poder, o segundo escândalo para este candidato no espaço de uma semana, foi ontem divulgado. “Se eu chegar à Casa Azul (sede da Presidência da Coreia do Sul), vou colocá-los a todos na prisão”, assegurou Kim Keon-hee, mulher do candidato do partido conservador Poder ao Povo (PPP), Yoon Suk-yeol, e aspirante à função de primeira-dama sul-coreana, em declarações a um jornalista. Este último gravou os comentários, que ontem foram tornados públicos após uma batalha legal. Nas gravações, Kim Keon-hee afirmou que a comunicação social crítica do seu marido seria provavelmente processada caso o candidato presidencial chegasse ao poder. “A polícia vai acusá-los, com a nossa ordem ou não”, apontou. Trata-se do segundo escândalo a atingir Yoon Suk-yeol no espaço de uma semana. A primeira polémica ocorreu em 18 de janeiro, quando o PPP se distanciou dos comentários de Kim Keon-hee em defesa de Ahn Hee-jung, um ex-candidato presidencial que está preso há três anos por ter abusado da sua secretária. O gestor de campanha do candidato disse ontem que o partido estava a “tentar descobrir o melhor caminho a seguir”, após os comentários da possível futura primeira-dama. Yoon Suk-yeol está a disputar as eleições com o candidato do Partido Democrata, Lee Jae-myung. A eleição presidencial está marcada para Março. O partido tentou repetidamente bloquear a publicação destas gravações, recorrendo aos tribunais. Todos os pedidos foram negados pelas instâncias. Os comentários de uma mulher que pode vir a ser a próxima primeira-dama do país “refletem as suas opiniões (…) e, portanto, estão sujeitas ao interesse público e à fiscalização”, decidiu o Tribunal Federal de Justiça, na semana passada.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau