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      Snowboarder português fora dos Jogos Olímpicos de Inverno

      O snowboarder português Christian Oliveira ficou a três lugares da qualificação olímpica e falhou o apuramento para Pequim2022, disse o chefe de missão, Pedro Farromba.

       

      A listagem final foi ontem conhecida e o ‘rider’ de 22 anos, que conquistou um 25.º lugar em slalom paralelo na Taça do Mundo realizada em Bad Gastein, na Áustria, conseguiu um ‘top 30’, o segundo requisito que lhe possibilitava alcançar a qualificação, uma vez que já tinha uma pontuação acima dos 100 pontos necessários da Federação Internacional de Esqui (FIS).

      O lusodescendente, nascido na Austrália, com origens no Covelo, freguesia de Valadares, no concelho de São Pedro do Sul, queria ser o primeiro snowboarder português a estar presente nuns jogos olímpicos, mas não conseguiu o apuramento para a competição que decorre entre 4 e 20 de Fevereiro, na China.

      “O Christian ficou a três lugares de se qualificar. Ele estava muito motivado e está triste, porque fez um esforço grande, mas, no caso do snowboard, só podem ir 32 atletas. É difícil não ir e ficar assim tão perto, mas isto é o desporto, por um segundo se ganha, por um segundo se perde. Há que continuar a trabalhar, porque ele tem um potencial de crescimento muito grande”, disse Pedro Farromba, chefe de missão a Pequim2022 e também presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP).

      A única possibilidade de Christian Oliveira ser chamado seria três dos atletas à sua frente no ‘ranking’ não poderem, por qualquer motivo, competir em Pequim2022.

      O responsável admite ter qualificado menos atletas do que o esperado, mas afirmou que o foco está agora nos três esquiadores qualificados, Ricardo Brancal e Vanina de Oliveira Guerillot, no esqui alpino, e José Cabeça, no esqui de fundo. “Vamo-nos concentrar nos três que vão e melhorar o resultado das últimas participações”, salientou Pedro Farromba. O chefe de missão acentuou serem três esquiadores “muito jovens, com potencial para fazerem ótimos resultados”.

      Além de “tentar melhorar os resultados das anteriores edições”, Pedro Farromba pretende que a participação portuguesa estimule o crescimento dos desportos de inverno em Portugal e “aumente a visibilidade das modalidades” tuteladas pela FDIP.

      A comitiva, composta por nove pessoas, entre os quais os três atletas e três treinadores, é apresentada em 31 de janeiro e o grupo parte em 1 de Fevereiro, entrando “numa bolha” sanitária rigorosa, “de onde só se sai dia 18”.

      Apesar da ausência de público e das muitas restrições, que obrigam os atletas a regressarem após as respetivas provas, Pedro Farromba vincou “o mesmo orgulho” em representar o país. “O espírito olímpico é sempre vivido com intensidade e representar Portugal é sempre um orgulho”, frisou o chefe de missão, cargo desempenhado nas duas anteriores edições dos Jogos Olímpicos de Inverno.

      Em Sochi2014, competiram Camille Dias e Arthur Hanse, ambos em esqui alpino, e, em Pyeongchang2018, Arthur Hanse, em esqui alpino, e Ke Quyen Lam, no esqui de fundo. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau