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      Governo avança com educação interdisciplinar com directrizes curriculares e base de educação no Centro de Ciência

      Novas directrizes para aperfeiçoar o planeamento curricular e nova base de educação tecnológica no Centro de Ciência de Macau no futuro são medidas mais recentes para promover o desenvolvimento da educação interdisciplinar nas escolas primárias e secundárias, foi ontem anunciado na Assembleia Legislativa. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura assumiu que mais recursos serão necessário para o ensino STEM, incluindo no âmbito de formação de docentes qualificados.

       

      A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura prometeu que as autoridades vão disponibilizar mais recursos na promoção de educação que visa elevar as capacidades das diversas disciplinas, interdisciplinares e de aplicação tecnológica dos alunos, sendo que haverá novas directrizes curriculares que serão disponíveis no final deste ano, e as instalações do Centro de Ciência vão transformar-se numa base de educação tecnológica.

      Na sessão plenária da Assembleia Legislativa ontem, além do deputado Ho Ion Sang, cuja interpelação oral levou à discussão no hemiciclo sobre a educação interdisciplinar STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), vários deputados manifestaram-se preocupados com os recursos espaciais e de formação de docentes qualificados.

      De acordo com Elsie Ao Ieong, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) encarregou já uma equipa de investigação de uma instituição de ensino superior para desenvolver estudos e investigação sobre o ensino de capacidade de aplicação integrada. A equipa vai “elaborar directrizes curriculares e criar acções de formação para desenvolvimento profissional do pessoal docente, de forma a aperfeiçoar o planeamento curricular”, destacou a governante, prevendo que as matérias estejam prontas para utilização nas escolas em finais de 2022.

      Recorde-se que a DSEDJ tomou a iniciativa de um plano piloto do mencionado ensino integrado desde o ano lectivo de 2019/2020, tendo financiado as escolas na aquisição de equipamentos e materiais de aprendizagem para a criação de novos currículos, encorajando a configuração de currículos de aplicação de capacidades com características próprias.

      “No ano lectivo de 2021/2022, participaram nesse plano 29 escolas, tendo sido lançados 55 cursos, que beneficiaram 282 turmas, num um total de 8.604 alunos”, indicou.

      Elsie Ao Ieong acrescentou que o sistema de avaliação diversificada foi oficialmente implementado no corrente ano lectivo, com o objectivo de incentivar a aprendizagem dos alunos em áreas cruzadas e o ensino STEM.

      Em termos de mais medidas dedicadas para fomentar o ensino STEM, a secretária admitiu em primeiro lugar que o STEM é “uma metodologia de ensino que envolve a integração de várias áreas, com conteúdos interdisciplinares, sendo que se revestem de grande importância os recursos pedagógicos de apoio”, revelando que vai ser criada uma base de educação tecnológica destinada principalmente a alunos do ensino primário e secundário no Centro de Ciência, como forma de dar mais impulso à educação tecnológica avançada e das ciências.

      “O Governo da REAM recebeu da Fundação Macau, em passado Dezembro, as acções do Centro de Ciências de Macau, S.A., tornando-se o principal accionista do mesmo. Iremos aproveitar as vantagens das instalações do Centro de Ciência, desenvolvendo-o, gradualmente, para se transformar numa base de educação tecnológica, potencializando as funções do Centro de Ciência como berço da popularização tecnológica”, disse.

      A responsável considerou que, no território, há relativamente menos estudantes que têm maior desenvolvimento na ciência, esperando que a nova base de educação possa promover o interesse de estudo nessa área por parte dos jovens, sendo desenvolvido este ano exposições de AR e VR (Realidade Aumentada e Realidade Virtual) para alunos.

      Para uma melhor evolução do ensino STEM, o recurso humano seria outra questão que merece atenção. Neste caso, a Universidade de Macau já está a ministrar cursos de licenciatura relacionados com o ensino de ciências integradas, para formar doentes habilitados desse domínio em Macau.

      No mesmo evento, o director da DSEDJ, Lou Pak Sang, prosseguiu que o organismo se tem empenhado em promover intercâmbios e cooperação entre a indústria da educação em Macau e a Grande Baía. “Antes da pandemia, realizámos actividades de observação das bases de investigação e estudo no Continente, como a visita à base de nove laboratórios nacionais do Grupo Gree, ou ao Grupo Tecent. Os alunos estudantes locais e os professores puderam ampliar seus horizontes”, observou.

       

       

      PONTO FINAL