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      União Europeia condena recentes lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte

      A União Europeia (UE) condenou terça-feira os recentes lançamentos de mísseis balísticos pela Coreia do Norte, considerando estas ações uma “ameaça” à paz e segurança que “contrariam os esforços” diplomáticos para retomar o diálogo com Pyongyang.

       

      “A UE insta a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) a cumprir as suas obrigações sob as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e evitar qualquer ação que prejudique o meio ambiente e a procurar a diplomacia e o diálogo”, salientou o porta-voz do Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell.

      O organismo europeu apelou para que a Coreia do Norte “responda construtivamente” à aproximação diplomática expressa pelos Estados Unidos e Coreia do Sul e a “empreender ações para a desnuclearização”.

      No comunicado citado pela agência EFE, a UE realça ainda que está “comprometida” com o objetivo de que Pyongyang “abandone as suas armas de destruição em massa, mísseis balísticos e seus atuais programas nucleares de forma completa, verificável e irreversível”. “Até que a RPDC cumpra as suas obrigações ao abrigo das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, a UE continuará a aplicar sanções com firmeza e a encorajar a comunidade internacional a fazer o mesmo”, pode ler-se.

      A Coreia do Norte lançou ontem o seu segundo míssil em apenas seis dias, seguindo as palavras do líder Kim Jong-un, que na mensagem de Ano Novo destacou a necessidade de fortalecer as defesas nacionais, sem mostrar qualquer intenção de retomar o diálogo sobre a desnuclearização. Segundo noticiou a comunicação social norte-coreana, o projéctil testado é um míssil hipersónico que atingiu um alvo localizado a “1.000 quilómetros” de distância. O teste foi presidido pelo líder do regime que já não estava presente num exercício deste género há quase dois anos.

      O jornal Rondong referiu que o míssil hipersónico “traçou” a sua trajetória após percorrer 600 quilómetros e “executou uma manobra de curva acentuada de 240 quilómetros” antes de “atingir o alvo na água a 1.000 quilómetros” do ponto de lançamento.

      Os lançamentos deste mês surgem na sequência uma série de testes de armamento em 2021, que traduzem a forma como a Coreia do Norte continua a expandir as suas capacidades militares numa fase de confinamento pandémico autoimposto e de conversações nucleares estagnadas com os Estados Unidos.

      O regulador norte-americano da aviação (FAA) revelou ontem que suspendeu por um breve período as atividades dos vários aeroportos na costa oeste dos Estados Unidos após o lançamento de um novo míssil pela Coreia do Norte. “Como precaução, a FAA suspendeu temporariamente todas as partidas de certos aeroportos ao longo da costa oeste na noite de segunda-feira”, referiu esta agência, em comunicado.

      A suspensão de voos nos Estados Unidos foi assinalada por entusiastas da aviação, que divulgaram nas redes sociais as diversas trocas de informações entre os controladores de tráfego aéreo e pilotos de aeronaves comerciais.

      As operações estiveram interrompidas por 15 minutos, embora a nota de imprensa não mencione o disparo do míssil por Pyongyang.

      A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki admitiu implicitamente, durante uma conferência de imprensa, que as duas ocorrências estavam ligadas, quando questionada sobre a actividade da Coreia do Norte.

      Os Estados Unidos condenaram também ontem o lançamento, pela Coreia do Norte, de um míssil balístico no mar oriental norte-coreano, qualificando a acção como “uma ameaça para os vizinhos e para a comunidade internacional”.

      Segundo um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, o míssil foi lançado às 07:27 locais de ontem (22:27 de segunda-feira em Lisboa) e percorreu perto de 700 quilómetros a uma altitude de cerca 60 quilómetros, a uma velocidade de 3,43 quilómetros por segundo, o que equivale a ‘Mach 10’. Os mísseis hipersónicos atingem, geralmente, a velocidade de ‘Mach 5’.

      Um porta-voz do Comando Militar de Segurança Aérea dos EUA-Canadá (Norad) disse à agência AFP que os militares não emitiram nenhum alerta após o disparo do míssil norte-coreano.

      Os chefes do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disseram que a Coreia do Norte disparou provavelmente um único míssil balístico a partir de uma área interior para o seu mar oriental.

      O disparo do míssil ocorre no mesmo dia em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne, à porta fechada, para analisar as consequências dos testes com armas hipersónicas realizados pela Coreia do Norte na semana passada.

      A reunião ocorre depois de seis países, incluindo os Estados Unidos e o Japão, terem pedido à Coreia do Norte que se envolva “num diálogo construtivo no sentido do objectivo comum de desnuclearização completa”.

       

      Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau