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      Taiwan aprova gastos adicionais com Defesa de mais de 7,55 mil milhões de euros

       

      O parlamento de Taiwan aprovou, por unanimidade, um gasto adicional para o setor da Defesa de quase 7,55 mil milhões de euros, visando fortalecer as capacidades da ilha contra uma China cada vez mais assertiva.  As autoridades de Taiwan propuseram o orçamento especial para os próximos cinco anos, a partir do ano em curso, numa altura em que aviões de guerra chineses invadem frequentemente a zona de defesa aérea do território.

      Estes gastos somam-se a um orçamento anual recorde para a Defesa de 471,7 mil milhões de dólares de Taiwan (15 mil milhões de euros), definido para 2022. O objectivo é adquirir vários mísseis de precisão e produzir em massa navios de guerra de alta potência o “mais rápido possível”, para aumentar as capacidades marítimas e aéreas da ilha, disse o executivo de Taiwan. O analista político e militar J. Michael Cole considerou o orçamento extra como um “desenvolvimento encorajador e necessário”.

      O orçamento inclui um sistema costeiro de mísseis anti-navio, um míssil de cruzeiro Wan Chien, desenvolvido localmente, bem como um sistema de “drones” (veículos aéreos não tripulados) de ataque e a instalação de sistemas de combate em navios da Guarda Costeira. “Esta medida também será bem recebida pelos Estados Unidos”, frisou o analista, lembrando que Washington “reclama que Taiwan está a concentrar-se demais em grandes plataformas convencionais em detrimento de capacidades menores, mais dispersíveis e menos caras”.

      1. Michael Cole salientou ainda que muitas armas vão ser produzidas localmente, oferecendo assim uma entrega mais rápida, um ponto crucial para a ilha que deve “garantir que tem as capacidades necessárias para deter e, se necessário, contrariar um ataque chinês agora, e não em cinco ou dez anos”.

      Taiwan registou as incursões de cerca de 970 aviões de guerra chineses na sua zona de defesa aérea, em 2021, mais do dobro dos cerca de 380 realizados em 2020. A China tornou públicos vários exercícios militares recentes que simularam uma invasão da ilha.

       

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      Redacção do Ponto Final Macau