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      China e Rússia bloqueiam na ONU texto de apoio às sanções da CEDEAO contra o Mali

      China e Rússia bloquearam no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) um texto de apoio às sanções impostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) contra a junta militar no poder no Mali.

       

      Fontes diplomáticas disseram que o texto, proposto pela França, pretendia representar uma posição unificada do Conselho de Segurança relativamente aos militares malianos, que desejam adiar por cinco anos a realização de eleições que permitam o regresso dos civis ao poder, em vez da data de 27 de Fevereiro, como se tinham comprometido inicialmente.

      Na segunda-feira, também no Conselho de Segurança, a Rússia pediu “compreensão” para as actuais autoridades malianas, na sequência de sanções sem precedentes – encerramento de fronteiras, medidas económicas e financeiras pesadas – tomadas no domingo pela CEDEAO. “Estamos desapontados”, disse à imprensa o embaixador queniano Martin Kimani, no final da reunião do Conselho de Segurança seguida de consultas à porta fechada.

      O diplomata queniano esclareceu que os países africanos no Conselho de Segurança (Quénia, Gabão e Gana) acharam que o texto proposto era “relativamente suave”. Segundo uma fonte diplomática, a declaração limitou-se a declarar “apoio aos esforços de mediação da CEDEAO”.

      Num comunicado lido em nome dos três membros africanos do Conselho de Segurança, Martin Kimani defendeu as sanções, que visam “acelerar a transição” no Mali e o regresso à ordem constitucional e civil. Estas medidas não impedem a ajuda humanitária à população maliana, insistiu Martin Kimani.

      Durante a reunião pública do Conselho, a embaixadora dos Estados Unidos da América, Linda Thomas-Greenfield, já se havia juntado à posição da União Europeia ao afirmar que Washington recusou uma transição de cinco anos no Mali, conforme proposto pela junta militar, e apoiar claramente as sanções adicionais decididas pela CEDEAO. “Pedimos ao governo de transição que mantenha o seu compromisso com o povo do Mali para trazer o seu país de volta à democracia”, disse Linda Thomas-Greenfield, que acrescentou: “Uma transição de cinco anos não é do seu interesse e prolonga a dor do povo”, após o que pediu eleições “livres e justas” e “transparentes”.

      Na noite de segunda para terça-feira, o Departamento de Estado norte-americano emitiu um comunicado com os mesmos termos, sublinhando que os Estados Unidos partilham “a grande desilusão” da CEDEAO pela “falta de acção ou progresso para organizar eleições” no Mali. “Apoiamos a decisão da CEDEAO de impor sanções económicas e financeiras adicionais para instar o governo de transição a manter o seu compromisso com o povo maliano de trazer seu país de volta à democracia”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

      A junta militar em Bamaco pediu aos malianos que se manifestem na sexta-feira contra as sanções impostas pela CEDEAO, ao mesmo tempo que afirma estar aberta ao diálogo.

       

      Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau