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      Cabo Verde pode surpreender no CAN, diz Humberto Évora

      A selecção de futebol de Cabo Verde venceu por 1-0 a Etiópia, em jogo da primeira jornada do grupo A da Taça das Nações Africanas, que lidera em parceria com a anfitriã formação dos Camarões, que venceu o Burkina Faso por 2-1. Humberto Évora, médico da equipa, acredita que os ‘Tubarões Azuis’ podem chegar “muito mais longe do que as pessoas pensam”.

       

      A selecção de futebol de Cabo Verde começou a Taça das Nações Africanas (CAN) da melhor forma ao vencer a Etiópia por 1-0, com um golo de Júlio Tavares. “A entrada foi boa, a Etiópia não é tão má equipa quanto isso, troca bem a bola, mas felizmente conseguimos ganhar e num duplo valor. Com as adversidades todas resultantes dos vários casos de Covid-19, a equipa base tem sido mudada quase constantemente, não tem a sua estrutura que costumava ter, mas mesmo assim deram conta do recado e conseguimos ganhar”, começou por dizer Humberto Évora em declarações ao PONTO FINAL.

      Com este resultado, os ‘Tubarões Azuis’ partilham a liderança com a selecção dos Camarões, anfitriões da competição e um dos favoritos a conquistar o troféu. No entanto, Humberto Évora acredita que há outras condicionantes que podem vir a baralhar as contas finais. “Cabo Verde tem esperança de ir mais longe do que muitas pessoas pensam. Noutras etapas já defrontámos Camarões e Nigéria e jogámos taco a taco com eles, já conseguimos ganhar algumas, outras perdemos por margem mínima. Por causa da Covid e das lesões muitos clubes dificultam a vinda de alguns craques, de modo que as coisas ficam um pouco mais niveladas”, apontou.

      A Covid-19, aliás, tem sido um flagelo na competição, fazendo com que a maioria das equipas tenha jogadores em isolamento. “Chegam do aeroporto e têm que fazer um teste rápido e o PCR. Se for negativo seguem para o hotel, se for positivo vão para um lugar próprio e ficam isolados até ao PCR dar negativo outra vez. E 48 horas antes de cada jogo todos os que entram no estádio fazem teste”, explicou o médico, que destaca a “grande razia” que tem acontecido devido à Omicron, que é “muito mais contagioso”. “Como propaga rapidamente estamos sempre com receio que apareça alguém [infectado]”, alertou.

      Esta que é a terceira vez que Cabo Verde participa numa fase final da CAN, depois de 2013, na África do Sul, em que foi eliminado pelo Gana nos quartos-de-final, e de 2015, na Guiné Equatorial, onde ficou pela fase de grupos. Porém, este ano a competição deverá ser mais equilibrada. “Os campeonatos africanos são extremamente agressivos, duros, e têm boa preparação física. Pequena diferença de técnica praticamente não vai ter grande influência porque há outros factores, nomeadamente a complexão e a forma física, que têm muito a dizer em relação a isso”, disse Humberto Évora, que descreve Cabo Verde como “uma equipa mais técnica”.

      “Sabemos que o pódio é difícil, a tentativa é chegar o mais longe possível, acreditamos que tudo seja possível, mas também percebemos que cada etapa que passamos o grau de dificuldade aumenta. Mas há esperanças que conseguimos ir muito mais longe do que as pessoas pensam”, conclui Évora.

      Cabo Verde volta a entrar em acção na quinta-feira, onde irá medir forças com o Burkina Faso.

       

      Seis jogadores infectados na Guiné-Bissau em vésperas da estreia

       

      Seis jogadores e quatro elementos da equipa técnica da selecção de Guiné-Bissau estavam infectados com SARS-CoV2 em vésperas da estreia na Taça das Nações Africanas Nações. De acordo com a fonte da equipa em declarações à Agência Lusa, os jogadores foram dados como infectados na sequência de testes de rotina realizados pela Confederação Africana de Futebol (CAF), já nos Camarões, após testes negativos em Portugal – de onde saiu a maioria do seleccionado guineense- e na Guiné-Bissau.

      A fonte precisou que, neste momento, a selecção guineense conta com 18 jogadores disponíveis e ainda aguarda por resultados de outros atletas submetidos aos exames PCR para determinar o seu estado. Os atletas foram ontem submetidos a um novo teste PCR, na véspera da estreia, e só depois irão saber se podem ir a jogo. A Guiné-Bissau vai estrear-se frente ao Sudão, num grupo onde estão também Egipto e Nigéria.

       

       

      PONTO FINAL