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      Início Região Japão aumenta contribuição para as tropas dos EUA estacionadas no seu território

      Japão aumenta contribuição para as tropas dos EUA estacionadas no seu território

       

      O Japão aumentou em 5% a sua contribuição financeira para as forças militares norte-americanas no seu território para os próximos cinco anos, no âmbito de um novo acordo assinado com os Estados Unidos.

       

      O novo pacote japonês ascende a 1,055 biliões de ienes (8.000 milhões de euros), ou 211 mil milhões de ienes por ano, um aumento de 5% relativamente ao período anterior, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês à agência de notícias France-Presse. O novo acordo irá “investir mais recursos para aprofundar a nossa prontidão militar e interoperabilidade”, disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, na abertura de uma cimeira ‘online’ entre os chefes da diplomacia e da defesa dos dois países.

      Ao abrigo de um tratado de segurança bilateral de 1960, os Estados Unidos fornecem proteção militar ao Japão, que tem apenas Forças de Autodefesa com meios e missões limitadas.

      O Governo do Japão contribui para os custos associados à presença de cerca de 50.000 soldados norte-americanos estacionados no seu território. A assinatura do novo acordo ocorre numa altura de crescentes tensões regionais com a China e a Coreia do Norte.

      Blinken disse que as “acções provocatórias de Pequim estão a aumentar as tensões no estreito de Taiwan, bem como nos mares do Leste e do Sul da China”. O chefe da diplomacia dos EUA também descreveu os programas balísticos da Coreia do Norte como uma “ameaça persistente”, numa alusão ao anúncio feito por Pyongyang de que testou esta semana um míssil hipersónico.

      Numa declaração conjunta, os responsáveis pela diplomacia e defesa dos EUA e do Japão expressaram também “profunda e contínua preocupação” com as violações dos direitos humanos na região chinesa de Xinjiang e em Hong Kong e apelaram à “paz e estabilidade” no estreito de Taiwan.

      Pequim expressou de imediato a sua “firme oposição” ao que considera como uma interferência nos seus assuntos internos. Numa conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, acusou Tóquio e Washington de “difundirem informações falsas para desacreditar a China”.

      A cimeira também se realizou no meio de fricções entre Tóquio e Washington sobre grandes surtos de covid-19 nas bases norte-americanas, particularmente no sudoeste da prefeitura de Okinawa, onde se encontra a maioria dos soldados. As autoridades locais japonesas culpam as forças norte-americanas pelo surto em várias zonas do arquipélago.

      O Governo japonês autorizou novas medidas sanitárias até 31 de Janeiro nas províncias de Okinawa e Yamaguchi (oeste), que acolhe uma base aérea norte-americana, bem como na vizinha província de Hiroxima. O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Yoshimasa Hayashi, disse que pediu a Washington para “reforçar as suas medidas anti-infecciosas” nas bases militares no Japão.

      Embora o Japão tenha sido até agora poupado à vaga da variante Ómicron do vírus da covid-19 graças a rigorosas restrições fronteiriças, que não se aplicam ao pessoal militar dos EUA, registou mais de 4.000 novos casos de infecção na quinta-feira, o número mais elevado desde meados de Setembro.

       

      Lusa

       

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      Redacção do Ponto Final Macau