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      InícioGrande ChinaChina condena sanções dos EUA à Eritreia

      China condena sanções dos EUA à Eritreia

      A China condenou ontem as sanções impostas pelos Estados Unidos da América à Eritreia, no final de uma reunião do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês com o seu homólogo eritreu, no início de uma visita a vários países africanos. “As duas partes concordaram em defender os valores comuns de paz, desenvolvimento, equidade, justiça, democracia e liberdade para toda a humanidade e em opor-se à interferência hegemónica nos assuntos internos de outros países sob o pretexto da democracia e dos direitos humanos”, lê-se na declaração citada pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

      No ano passado, os EUA impuseram sanções à Eritreia devido ao envolvimento do seu exército na guerra que decorre no norte da Etiópia, o país vizinho, uma iniciativa que a Eritreia classificou de “ilegal e imoral”.

      As forças etíopes e eritreias têm sido acusadas de homicídios e violações em massa na região do Tigray, que tem sido palco de conflito desde novembro de 2020, e Washington tem repetidamente apelado a que a Eritreia retire as suas forças.

      No primeiro dia de uma visita que vai também levar o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, ao Quénia e às Ilhas Comores, o diplomata reuniu-se com o Presidente e com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Eritreia, Issaias Afeworki e Osman Saleh, respectivamente, e no final das reuniões foi emitida uma declaração segundo a qual a China “opõe-se a quaisquer sanções unilaterais contra a Eritreia”. Por seu lado, a Eritreia comprometeu-se novamente com a sua “adesão ao princípio de uma só China”.

      A Eritreia é um dos países que aderiu no ano passado à Rota do Sede, um projecto chinês multibilionário de construção de infraestruturas em vários pontos do globo, nomeadamente em África.

      Em Novembro, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, também fez uma série de visitas a países africanos, pelo que a viagem de Wang Yi é vista como uma tentativa de reforçar a crescente influência da China em África e contrariar o ascendente dos EUA.

      Pequim é o maior parceiro comercial do continente, com um comércio directo de mais de 200 mil milhões de dólares em 2019, de acordo com os números oficiais da China, país que é frequentemente acusado de utilizar o seu estatuto de credor para obter concessões diplomáticas e comerciais, suscitando preocupações sobre a capacidade de muitos Estados africanos para sustentar as dívidas contraídas.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau