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      Início Política Ella Lei preocupada com o futuro do Aeroporto Internacional de Macau

      Ella Lei preocupada com o futuro do Aeroporto Internacional de Macau

      Numa interpelação escrita dirigida ao Governo, a deputada questiona o que tem sido feito para melhorar as condições do aeroporto local, nomeadamente a sua expansão e renovação com vista a uma concorrência com os outros aeroportos na área da Grande Baía. Ella Lei levanta ainda dúvidas sobre a forma como as autoridades prorrogaram o contrato da Air Macau por mais três anos.

       

      A deputada da Assembleia Legislativa (AL) Ella Lei dirigiu, ontem, uma interpelação escrita ao Governo onde mostra preocupação com o estado actual do Aeroporto Internacional de Macau. Na missiva, a parlamentar, eleita por sufrágio directo, pretende saber se existe alguma nova direcção no planeamento global do desenvolvimento e na orientação dos passageiros, bem como o que o Governo tem em mente para melhorar o desenvolvimento coordenado com outros aeroportos na área da Grande Baía.

      Ella Lei relembra que no documento do Segundo Plano Quinquenal de Macau (2021-2025) pode ler-se que as infra-estruturas aeronáuticas de Macau serão melhoradas, assim como está prevista a expansão do Aeroporto Internacional de Macau e um segundo terminal será concluído, recorrendo a um suposto projecto de conversão de parte das instalações do novo Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa. “Em que pé está esse projecto”, questiona a deputada, que retende ainda saber se foram realizados ajustes durante o processo de construção em resposta às mudanças nas instalações da rede de transportes e no fluxo de passageiros nos últimos anos.

      Em 2011, recorda a parlamentar, o Governo da RAEM, então liderado por Chui Sai On, encarregou um consultor de formular um novo Plano Director do Aeroporto Internacional de Macau, tendo aprovado formalmente o “Plano Director para o Desenvolvimento do Aeroporto Internacional de Macau” cinco anos depois, já no segundo mandato do mesmo Chefe do Executivo. “Há já algum tempo que o Governo aprovou o Plano Director, durante o qual o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa, a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, o Metro Ligeiro e outras instalações da rede de transportes foram concluídas e postas a funcionar. Entretanto, a capacidade do aeroporto atingiu o seu máximo antes da pandemia, com o tráfego real de passageiros em 2019 a exceder os 9,6 milhões”, notou Ella Lei, que acrescentou que as renovações necessárias “devem ser ajustadas de modo a utilizar melhor a complementaridade e divisão do trabalho entre Macau e os aeroportos vizinhos”.

      Actualmente, existem cinco grandes aeroportos na área da Grande Baía. Para a deputada da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) o caminho é muito simples e sem qualquer margem para dúvidas: “O Governo precisa de decidir sobre o posicionamento de Macau no desenvolvimento dos aeroportos na área da Grande Baía, tendo em conta a população do território, desenvolvimento turístico e posicionamento no mercado.”

      Ella Lei refere ainda que “ao promover o desenvolvimento complementar e conjunto dos aeroportos” na Grande Baía”, e de acordo com as autoridades, “os aeroportos só podem ser interligados e não interoperáveis”. “O Governo indicou anteriormente, no âmbito do sector dos Transportes e Obras Públicas, que seria feito mais trabalho sobre interconexão e interoperabilidade a fim de melhorar as condições dos transportes na Grande Baía e assim beneficiar os viajantes.”

      A parlamentar da FAOM levanta ainda algumas dúvidas sobre o processo de prorrogação do contrato com a Air Macau, aludindo ao estudo sobre aviação que a Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM), através da indicação do seu presidente Simon Chan Weng Hong, havia realizado recentemente. Para Ella Lei “é preciso garantir que erros na renovação de contrato com a Air Macau, a curto prazo, não se repitam” por forma a terminar com o monopólio da companhia aérea no território.

      Recorde-se que, no início de Dezembro, o presidente da AACM garantiu que a recuperação do número de passageiros no aeroporto local para níveis pré-pandemia só será possível em 2024. “A indústria de aviação civil sofreu um grande impacto e só em 2024, segundo as nossas previsões, vamos retomar o número de passageiros do passado. Estamos a preparar-nos para a recuperação”, afirmou Simon Chan na altura.

       

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