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      DSPA compromete-se a aumentar a taxa de reciclagem

      O deputado Lei Chan U interpelou o Governo de Macau sobre o Planeamento de Gestão de Resíduos Sólidos de Macau e lamenta a baixa taxa de reciclagem que o território tem há anos. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) planeia iniciar a avaliação intercalar do plano em 2022 e promete aumentar a taxa de reciclagem de resíduos “em todas as frentes”.

       

      O deputado Lei Chan U enviou uma interpelação escrita ao Governo, mostrando-se preocupado com alguma inoperância por parte das autoridades ambientais a colocar em prática o Planeamento de Gestão de Resíduos Sólidos de Macau, ao mesmo tempo que questionou o Executivo sobre as baixas taxas de reciclagem de resíduos que se mantém em valores reduzidos “há muitos anos”.

      O vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) relembra que, de acordo com o Relatório do Estado do Ambiente de Macau relativo ao ano passado, a quantidade de resíduos sólidos urbanos eliminados foi de 1,74 quilos per capita, uma redução de 21,6% em relação a 2019. O deputado disse ainda que, com o número de visitantes a Macau a apenas 15% do nível pré-epidémico de 5,9 milhões, a eliminação de resíduos per capita ainda não está no bom caminho para cumprir o objectivo de redução estabelecido. “No futuro, à medida que a pandemia for diminuindo e o número de visitantes recuperar gradualmente, a quantidade de resíduos eliminados per capita irá provavelmente aumentar significativamente”, admitiu o deputado na interpelação enviada ao Governo.

      A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), através do subdirector Ip Kuong Lam, procurou, entretanto, acalmar o deputado e respondendo que planeia iniciar a avaliação intercalar do Plano de Gestão dos Recursos de Resíduos Sólidos de Macau já no ano que está prestes a iniciar. “Continuaremos a promover a política de redução e reciclagem de resíduos, bem como a melhorar as infra-estruturas ambientais de acordo com o plano de acção. O apoio e a cooperação activa do público e de vários sectores da comunidade serão necessários para alcançar os objectivos de redução de resíduos”, referiu a entidade pública.

      Lei Chan U, igualmente membro da Comissão Executiva do Conselho Permanente de Concertação Social do Governo da RAEM, tem algumas dúvidas se o plano em curso e com fim previsto para 2026 esteja a surtir efeito, mas deixa o ónus do lado de quem manda. Apesar dos esforços, “não é fácil para as autoridades alcançar as metas de redução de resíduos dentro do prazo previsto”.

      A DSPA referiu ainda na sua resposta ao parlamentar que vai aumentar a taxa de recuperação de resíduos “em todas as frentes”, para além dos “esforços contínuos do Governo em criar vários pontos de reciclagem” no território. E, mais uma vez, pede ajuda à comunidade: “As organizações comunitárias podem também tomar a iniciativa de encorajar e ajudar os residentes a praticar a reciclagem. Uma reciclagem limpa de modo a reduzir a contaminação de materiais recicláveis em instalações públicas devido à inclusão de resíduos domésticos”.

      Recorde-se que o Planeamento de Gestão de Resíduos Sólidos de Macau (2017 – 2026), publicado pela DSPA, prevê o objectivo de redução em 30% dos resíduos sólidos diários per capita em 2026, ou seja, de 2,11 quilogramas de resíduos sólidos diários per capita registados em 2016 para 1,48 quilos.

       

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