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      Coutinho denuncia desigualdade no acesso a formação para funcionários públicos falantes de português

      André Vinagre

      José Pereira Coutinho diz ter recebido várias queixas de funcionários públicos falantes de português que não dominam a língua chinesa que alegam que estão em desvantagem no acesso a acções de formação. “Muitos dos que são de língua materna portuguesa são postos de lado e preteridos nas promoções porque não dominam a língua chinesa. Isto é um assunto muito recorrente”, disse o deputado ao PONTO FINAL.

       

      Pereira Coutinho diz ter recebido, nos últimos dois dias, seis queixas de funcionários públicos falantes de língua portuguesa dizendo que o acesso a acções de formação está restringida para quem não domina a língua chinesa. Em causa está o curso de formação para transição do índice da carreira 195 para o índice 260, que, segundo Coutinho, não estará disponível em versão portuguesa.

      Ao PONTO FINAL, o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) indicou que há trabalhadores da função pública “preocupados”, uma vez que “não têm acesso em igualdade de circunstâncias às acções de formação”. “Sentem-se muitos preocupados e recebi a indicação de que um deles quer abandonar essas acções de formação, mantendo-se no índice 195 até se reformar”, contou José Pereira Coutinho.

      O curso em causa faz parte do número de horas fixas para acções de formação para depois os funcionários públicos realizarem o exame para transição do índice 195 para o índice 260, já que o índice 195 será extinto pelo Governo. O que acontece neste caso “é que o expediente não está nas línguas oficiais [português e chinês] de forma simultânea, o que cria obstáculos àquelas pessoas que querem ter essa formação e não têm a documentação na língua materna portuguesa; eles sentem dificuldades nas acções de formação”, alertou o deputado à Assembleia Legislativa.

      “Deviam fornecer tudo em ambas as línguas, não percebo porque é que não conseguem. Deve também estar na língua portuguesa”, reiterou o deputado eleito por sufrágio directo.

      Segundo Coutinho, este tipo de situações tem acontecido amiúde nos serviços públicos: “As reuniões são feitas em chinês, não há tradutores suficientes, muitos expedientes só vêm na língua chinesa. Muitos dos que são de língua materna portuguesa são postos de lado e preteridos nas promoções porque não dominam a língua chinesa. Isto é um assunto muito recorrente”.

      José Pereira Coutinho disse já ter feito chegar as queixas a Kou Peng Kuan, director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), mas não obteve resposta. O PONTO FINAL também enviou questões aos SAFP sobre o tema, mas, até ao fecho da edição, não obteve resposta.

       

      PONTO FINAL