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      Projecto de integração da Escola da Flora apresentado aos pais sem a presença da DSEDJ

      A dupla sessão de esclarecimentos sobre o processo de integração dos alunos da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora noutras escolas deixou os pais mais descansados quanto ao futuro. No entanto, a ausência de um representante da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) na reunião e o figurino do actual corpo directivo da Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes, onde o director não fala português, foram questões que suscitaram apreensão em alguns encarregados de educação.

       

      Os pais e encarregados de educação das três secções de alunos da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora foram convocados para uma reunião ao final da tarde da passada quarta-feira, onde lhes foi explicado como será o processo de integração dos alunos na Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes, para a secção portuguesa e bilingue, e na Escola Primária Oficial Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung, no caso da secção chinesa.

      O PONTO FINAL sabe que, durante a explicação, foi mostrada aos pais uma animação reveladora de como ficará a remodelação de que vai ser alvo a Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes, uma vez que as adaptações na Escola Primária Oficial Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung serão mínimas, estando esta já preparada para receber os alunos.

      De acordo com o plano divulgado aos pais e encarregados de educação, a que o PONTO FINAL teve acesso, a grande mudança ocorre na Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes, fundada em 1985. O espaço está dividido, actualmente, em três blocos A, B e Central. Devido a um acordo antigo, a Escola Primária Luso-Chinesa da Flora tem vindo a usufruir do bloco A para fazer face à carência de espaço que já tem há alguns anos.

      Por isso, o bloco A será alvo de obras de remodelação, em alguns casos profundas, com um aspecto moderno e funcional, onde ficará o jardim de infância. A entrada para o bloco A faz-se pela Estrada da Vitória. No rés-do-chão funcionará um ginásio coberto, que é igualmente uma sala multiuso. Nos restantes andares, primeiro e segundo, serão montadas as salas de aula.

      Foi garantido na reunião que não haverá contacto com os diversos alunos dos diferentes níveis da Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes, que deverá mudar de nome, mas ainda não se sabe qual será. Os alunos só terão eventual contacto uns com os outros nos espaços públicos, que são a sala de computadores, a sala de música, a biblioteca e a cantina, mas, ainda assim, vão desfrutar desses espaços em horários diferenciados.

      Os alunos que saem do ensino infantil para a o primário serão colocados no bloco Central do edifício da Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes. Recorde-se que a escola tem tido uma perda acentuada de alunos nos últimos anos, ao contrário da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora que começava a não ter mais espaço disponível para tamanha procura. No bloco central ficam as turmas da primeira classe (P1) até ao sexto ano (P6). Os alunos do sétimo ano (P7) até ao nono ano (P9) de escolaridade ocuparam o bloco B.

       

      Zheng Guanying na equação e DSEDJ ausente

       

      Outra das questões que foi explicada aos pais e encarregados de educação das crianças da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora é que os alunos da secção portuguesa vão poder continuar depois no P7, P8 ou P9 automaticamente. Porém, a grande mudança acontece com a secção bilingue que, a partir do P7, será novamente integrada noutra escola, desta vez na Escola Oficial Zheng Guanyning, situada na zona norte da península de Macau. Os pais e alunos que não quiserem esta solução vão ter que fazer provas ou entrevistas para tentar entrar noutras escolas.

      Foi dada a garantia de que o currículo se mantém igual, assim como professores e corpo admnistrativo transita do Jardim da Flora para o Jardim da Vitória. Contudo, um dos problemas levantados pelos pais prende-se com a incapacidade do director, Leong Iao Cheng, para falar português, sendo a Luís Gonzaga Gomes uma escola luso-chinesa.

      Portanto, se a escola é luso-chinesa como é possível que o director não saiba falar português, questionaram alguns pais. O nosso jornal sabe que lhes foi explicado que existirão sub-direcções como, aliás, já acontece. A actual directora da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora, Felizbina Carmelita Gomes, que está em vias de se aposentar, explicou aos encarregados de educação que vai sugerir os nomes que devem ficar com as sub-direcções da parte do infantário e da escola primária; e ainda haverá um sub-director para a parte portuguesa do P7 ao P9.

      Durante a reunião, os pais também se mostraram desconfortáveis com o facto da DSEDJ não estar presente. Felizbina Carmelita Gomes e Fernando Margarido, coordenador da secção portuguesa, não souberam responder o porquê da ausência da tutela. Contudo, garantiu a directora da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora, vai tentar-se marcar uma reunião entre a actual direcção da escola, os pais ou encarregados de educação e a DSEDJ nos próximos tempos.

      Também não foi dada qualquer informação sobre o que vai acontecer ao edifício situado no Jardim da Flora, apesar da DSEDJ já ter afirmado publicamente que o mesmo está destinado à nova escola oficial de ensino especial.

       

      PONTO FINAL

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