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      Taxa de sobrevivência ao cancro da mama subiu para os 88,5%, assinalam os Serviços de Saúde

      Em resposta a uma interpelação da deputada Wong Kit Cheng, referente à actual situação da incidência do cancro da mama em Macau, os Serviços de Saúde apontam uma subida na taxa de sobrevivência relativa de cinco anos para os 88,5%.

      Wong Kit Cheng tinha apresentado uma interpelação escrita ao Governo sobre os trabalhos de prevenção do cancro da mama. Na resposta, assinada por Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, as autoridades assinalam que a taxa de sobrevivência relativa de cinco anos em Macau, subiu para os 88,5%.

      Na resposta, datada de 25 de Novembro, as autoridades apontam que existe um mecanismo de rastreio do cancro da mama, sendo que qualquer um pode dispor de exames regulares aos seios, e que os médicos realizam também avaliações através de questionários e agendam a realização de exames de mamografia às mulheres em risco. Os casos são acompanhados pelo Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) através de um mecanismo de encaminhamento bidirecional, indicam os Serviços de Saúde.

      Alvis Lo mencionou também que o CHCSJ, dispõe já de um grupo de trabalho para o diagnóstico e tratamento do cancro da mama, que estabelece um tratamento padrão, de acordo com as orientações estabelecidas para os doestes suspeitos ou confirmados com cancro da mama.

      As autoridades de saúde salientaram também que, no futuro, vai ser considerada a expansão do mecanismo de rastreio do cancro da mama, e vão estudar o reforço a nível comunitário, bem como a realização de um questionário de avaliação de risco do cancro da mama para as mulheres, com o uso de uma “estreita cooperação, em todos os níveis”, entre a comunidade e os centros de saúde especializados.

      Por fim, as autoridades asseguram que continuam a reforçar a educação para a saúde das mulheres através de palestras e de folhetos informativos, a fim de aumentar o conhecimento e consciencialização para o cancro da mama.

      Na interpelação, a parlamentar lembra que este tipo de cancro, que afecta predominantemente as mulheres, é a maior das doenças oncológicas, visto que o número de novos doentes em 2020 era de 2,26 milhões a nível global. Isto mostra que, segundo Wong Kit Cheng, este cancro constitui “um grande risco para a saúde das mulheres de Macau”, além de que, acrescenta, “existe uma tendência evidente de aumento de casos dessa doença nos jovens”.

      A deputada admite que o Governo tem promovido vários programas piloto e de rastreio da população, para as doenças oncológicas, tais como o cancro cervical, colorrectal e o cancro pulmonar, tal como o começo, em 2009, da realização do exame gratuito Papanicolau para as mulheres qualificadas. Tudo isto contribuiu para que a taxa de incidência e a taxa de mortalidade das respectivas doenças de cancro, diminuísse significativamente, o que reflecte “reflecte a eficácia do rastreio de cancro na detecção, diagnóstico e tratamento precoces”, diz a deputada.

      No entanto, Wong Kit Cheng refere que é “lamentável” que, até ao momento, as autoridades ainda não tenham definido o rumo e o plano de trabalho de rastreio. Wong Kit Cheng aponta também que a sociedade civil, nomeadamente a Associação Geral das Mulheres de Macau, da qual a deputada é vice-presidente, tem prestado serviços gratuitos de despistagem do cancro de mama as mulheres de Macau, tendo até sido detectados alguns casos confirmados na fase inicial do cancro de mama, sendo que os doentes recuperaram com sucesso após tratamento atempado.

      Outro dos pontos referidos na interpelação teve a ver com o programa piloto de rastreio do cancro da mama, iniciado pelo Governo de Hong Kong, com uma duração de dois anos, que na sua opinião, “constitui um passo importante na definição de políticas de longo prazo para a prevenção e tratamento do cancro da mama”. Situação, que a deputada considera, merecer “a consideração das autoridades competentes do território”.

      Por último, na interpelação, Wong Kit Cheng, deixava duas questões. A primeira tinha a ver com a taxa de incidência deste tipo de cancro, e a deputada perguntava se o Governo ia apoiar as instituições locais particulares, ou tomar como referência ate, a prática do projecto piloto de Hong Kong, no futuro próximo. Na outra questão, a deputada perguntava como é que as autoridades vão sensibilizar os residentes para a necessidade de um estilo de vida saudável e elevar a sua consciência para a prevenção do cancro.