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      Início Economia Fechadas todas as salas de jogo do grupo Suncity em Macau

      Fechadas todas as salas de jogo do grupo Suncity em Macau

      Todas as salas de jogo VIP em Macau do grupo Suncity, o maior angariador do mundo de grandes apostadores, foram encerradas ontem. Além disso, a bolsa de valores de Hong Kong voltou a suspender a negociação de acções da empresa.

      As salas da Suncity, presente em mais de 40% dos casinos do território, fecharam à meia noite de ontem, noticiou a Rádio Macau em língua chinesa. Um porta-voz do Galaxy Entertainment Group confirmou à Lusa que as salas de jogo da Suncity nos ‘resorts’ do grupo foram encerradas. A Lusa tentou, sem êxito, contactar a Suncity, cujo site tem estado ‘offline’.

      O encerramento das operações das salas VIP da empresa acontecem na sequência da detenção de Alvin Chau, director executivo da Suncity, que está agora em prisão preventiva, acusado de exploração ilícita do jogo e branqueamento de capitais.

      Recorde-se que o Ministério Público (MP) verificou, na sequência da investigação preliminar, a existência de indícios suficientes da prática dos crimes de participação em associação criminosa, punível com pena de prisão até dez anos, de chefia de associação criminosa, até 12 anos de prisão, de branqueamento de capitais (até oito anos de cadeia) e de exploração ilícita de jogo (até três anos).

      A decisão foi tomada na sequência do interrogatório de 11 arguidos, detidos no sábado, e dada “a gravidade da natureza dos referidos crimes, nomeadamente o seu enorme impacto e abalo causados à exploração lícita do sector do jogo de Macau e à estabilidade da ordem financeira” do território, indicou o MP, em comunicado. A cidade de Wenzhou, no interior da China, já tinha também emitido um mandado de detenção relativo ao líder da Suncity, alegando que Chau tinha desenvolvido uma rede de pessoal no interior da China para organizar visitas a salas de jogo no exterior e participar em actividades de jogo ‘online’ transfronteiriças, de acordo com uma nota das autoridades chinesas.

      O residente de Macau é acusado de estabelecer uma empresa de gestão de activos na China continental para facilitar a troca de activos por fichas de jogo, de forma a contornar o restrito controlo de saída de capitais no continente e facilitar a cobrança de dívidas contraídas pelos clientes.

      A transacção de acções do grupo Suncity na bolsa de valores de Hong Kong voltou ontem a ser suspensa pouco antes do início da sessão. A negociação das acções já tinha sido suspensa na segunda-feira. No dia seguinte, as acções do maior angariador do mundo de grandes apostadores caíram 42%. A suspensão de ontem surgiu depois de todas as salas de jogo VIP em Macau terem sido encerradas.

       

      Sistema financeiro “descalço” sem dinheiro da Suncity, diz Albano Martins

      O economista Albano Martins disse ontem à Lusa que a queda do grupo Suncity, o maior angariador mundial de apostadores, deixará “descalço” o sistema financeiro em Macau e que Pequim quer acabar com o jogo no território.

      “Para além da questão do emprego, há uma situação mais complicada: o dinheiro que vinha para Macau através da Suncity, e que passava pelo sistema financeiro, vai deixar o sistema financeiro descalço”, antecipou.

      Albano Martins afirmou que a queda do grupo “vai provocar um grande abalo na indústria do jogo em Macau”. Isto porque, sublinhou, “vai-se estender para o sistema financeiro e isso vai ser aterrador”, lembrando que se está a falar de um grupo que estava a posicionar-se para concorrer a uma das novas licenças de exploração do jogo, a atribuir em 2022.

      As políticas do jogo estão a ser determinadas por Pequim, frisou Albano Martins: “É uma questão interna da China, Macau não tem muita palavra”. “Esta é uma perspectiva muito pessoal: o jogo não é algo muito bem visto pelo Governo Central. Está a perder força e tenho a ideia de que a China não terá problema em acabar com uma coisa que não é produtiva, sendo que em Macau ainda não se percebeu muito bem isto. E por isso há tanta insistência no discurso da diversificação da economia”, argumentou.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau

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