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      Exposição da ARTM “Dare to Feel From Inside Out” vai mostrar 72 obras na Fundação Rui Cunha

      Como nos anos anteriores, a Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM) vai organizar novamente uma exposição anual artística. Contando com o patrocínio da Fundação Rui Cunha e do Instituto de Acção Social, a inauguração da exposição deste ano, intitulada “Dare to Feel From Inside Out”  terá lugar hoje, pelas 18h30, na galeria de actividades da Fundação Rui Cunha. A exposição vai estar aberta ao público de forma gratuita durante a próxima semana, de 2 a 9 de Dezembro.

      “Dare to Feel From Inside Out” é o nome da exposição deste ano organizada pela Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM). A associação realiza anualmente uma exposição de arte e, para esta edição, serão reunidas 72 obras de 25 criadores, incluindo 50 cerâmicas, 16 pinturas a óleo e seis em aguarela.

      Todos os criadores são residentes da ARTM, que sofrem de diferentes problemas de dependência, geralmente relacionado ao alcoolismo ou abuso de substâncias psicotrópicas, e também algumas doenças mentais.

      Augusto Nogueira, presidente da ARTM, destaca que o evento tem o propósito de ajudar a comunidade a erradicar os preconceitos e estereótipos sobre os residentes recuperados. A exposição também procura o apoio de comunidade para mostrar “carinho e amor”. O responsável da associação adiantou: “Queremos mostrar à comunidade que, com a ajuda do centro de tratamento, a recuperação é possível. As pessoas não devem estigmatizar e estereotipar quem está doente. Além disso, pretendemos também encorajar atitudes positivas perante dificuldades”.

      “A recuperação é uma pausa sugerida pela vida, que traz a oportunidade de redefinição, redescoberta e reconexão”. Este é o lema da exposição. O presidente da ARTM contextualizou: “Nem todas as pessoas tomam sempre atenção aos sentimentos internos. É preciso uma grande coragem para sentir a nossa vulnerabilidade e escutar o que nos diz o nosso coração. Quando fechamos as nossas portas para a vulnerabilidade, distanciamo-nos das experiências que trazem propósito e significado às nossas vidas”. Augusto Nogueira afirmou que “a jornada da recuperação é longa e não é nada fácil; é importante perceber os nossos sentimentos e emoções. Muitos de nós costumávamos proteger os nossos sentimentos profundos, escondendo-os numa caixinha. Só quando compreendemos os sentimentos, como a nossa raiva, tristeza, angústia, ansiedade, podemos libertar-nos da dor. O mais essencial é chamarmos a atenção à noção de amor próprio”.

      Além de fornecer serviços do tratamento de comportamentos aditivos e dependências à comunidades terapêuticas, a ARTM também organizou várias actividades para os residentes activamente desenvolverem as suas competências técnicas. Os 25 artistas envolvidos nesta exibição são todos formandos de cursos organizados pela associação. O responsável frisou: “Mas o nosso objectivo não é toná-los artistas”. A associação espera que, através das suas actividades, os residentes do centro possam ficar mais motivados. O presidente da ARTM assinalou que “o seu envolvimento nas actividades pode fazer com que se motivem uns aos outros, começando a desfrutar de fazer parte do grupo, ultrapassar em conjunto os obstáculos de vida”.

      Augusto Nogueira partilhou a sua experiência, testemunhando a transformação: “O que observamos durante este processo é uma mudança constante de comportamentos. Eles começaram a tornar-se mais autoconfiantes, responsáveis, com mais iniciativas, passando por uma evolução espiritual enquanto se reflectem dia a dia. Graduadamente, ficam mais abertos para mostrar os seus sentimentos e emoções”.

      Por fim, o presidente da associação apelou o apoio de sociedade: “Basta abrandar o ritmo, apreciar as obras e admirar as pessoas, isso já serve como uma grande motivação para os criadores”.

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