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      Alvin Chau detido por suspeita de liderar grupo criminoso

      O director-geral do grupo Suncity foi detido ontem por suspeita de liderar um grupo criminoso de jogo transfronteiriço. A detenção em Macau acontece após as autoridades da cidade de Wenzhou, no interior da China, terem emitido um mandado de detenção relativo a Alvin Chau.

      Alvin Chau foi detido ontem em Macau, suspeito de criar um grupo criminoso de jogo transfronteiriço, de organizar operações ilegais de jogo envolvendo cidadãos chineses em salas de jogo no exterior e de participar em actividades de jogo de rede transfronteiriça.

      Ontem, em conferência de imprensa, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que, após investigação, deteve nove pessoas, incluindo um empresário de 47 de apelido Chau. Além do líder do grupo Suncity, mais dez pessoas foram constituídas arguidas. Do grupo de 11 elementos, foram detidos nove. Segundo cita a TDM-Rádio Macau, o porta-voz da PJ explicou que os arguidos são acusados de associação criminosa, exploração ilícita de jogo e branqueamento de capitais. Chau já tinha sido levado à esquadra no sábado para ser interrogado.

      A detenção de Alvin Chau acontece depois de um mandado de detenção emitido pelas autoridades da cidade de Wenzhou, na China Continental, por alegadas actividades de jogo transfronteiriço. A PJ não revelou se o caso está ligado às investigações de que era alvo no interior da China.

      As autoridades do interior da China estimaram que o grupo, composto por 199 representantes a nível de accionistas e mais de 12 mil agentes para a promoção do jogo no continente, conseguiu angariar uma rede de mais de 80.000 apostadores chineses do continente.

      Segundo as autoridades de Macau, a investigação mostrou que o grupo criminoso liderado por Chau criou plataformas de jogo no estrangeiro para promover as suas operações de ‘junket’ em Macau, convidando residentes da China Continental a envolverem-se em actividades de jogo online ilegais. Os lucros ilícitos obtidos pelo grupo terão sido transferidos através das contas das operações de ‘junket’ de Chau.

      Segundo a Macau News Agency, os arguidos terão admitido, nos interrogatórios, que criaram plataformas de jogo no exterior, tendo-se envolvido em actividades de apostas por procuração, no entanto recusaram colaborar mais a fundo com a investigação.

      A PJ revelou que foram confiscados vários computadores e servidores, bem como três milhões de patacas em notas, que foram apreendidos em escritórios na China Civil Plaza e em casas em Coloane. A PJ já estava a investigar o grupo desde Abril de 2020, indicou o porta-voz da corporação.

      Num comunicado enviado pela Suncity à Macau News Agency, o grupo afirmou que “todas as empresas estão normalmente a operar de acordo com a lei e sob a supervisão do Governo da RAEM”. A Suncity diz estar a acompanhar as investigações.

       

      Governo sublinha que trabalhadores do sector do jogo “têm de cumprir rigorosamente as leis”

      Na tarde de sábado, após a notícia de que as autoridades de Wenzhou tinham emitido um mandado de detenção relativo a Alvin Chau, o Governo de Macau divulgou um comunicado em que pedia que os trabalhadores do sector do jogo cumprissem “rigorosamente” a lei. Na nota, o Executivo começou por indicar que recebeu “uma notificação dos serviços competentes do interior da China, a comunicar que um residente de Macau de apelido Chau, sócio e director de uma sociedade unipessoal limitada de promoção de jogo, é suspeito de criar um grupo criminoso de jogo transfronteiriço, organização ilegal de operações de jogo envolvendo cidadãos chineses em salas de jogo no exterior, das quais ele é concessionário, e de participar em actividades de jogo de rede transfronteiriça, envolvendo enormes quantias de capital, tendo prejudicado gravemente a ordem social do país”. O Governo alertou que “todos os trabalhadores do sector do jogo em Macau, têm de cumprir rigorosamente as leis nacionais e as de Macau”. “Sempre que qualquer suspeito viole as normas previstas na legislação da RAEM, é pedida responsabilidade de acordo com a lei e os casos serão tratados com tolerância zero”, acrescenta o comunicado das autoridades de Macau, que salientam que “aquando da revisão da lei do jogo será efectuado um reforço à fiscalização dos promotores de jogo e respectivas actividades, com o objectivo de garantir que o sector de turismo e entretenimento se desenvolva de forma saudável e ordenada”.