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      Cuppacoffee encerra operações no último dia do ano e junta-se à lista dos cafés defuntos de Macau  

      O Cuppacoffee, estabelecimento de café e padaria com um dos pastéis de nata mais conhecidos da cidade, encerra portas depois de quase 15 anos em actividade. A padaria artesanal Nata Bakery, dos mesmos donos, também vai fechar. A fundadora, Cristiana Figueiredo, dá como justificação para o encerramento as rendas demasiado elevadas e o crescente êxodo de expatriados que suportavam em grande medida o negócio.

      Mais um estabelecimento em Macau vai fechar portas. Desta vez é o Cuppacoffee. O conhecido café com lojas na Taipa e em Macau anunciou na sexta-feira a notícia à imprensa. Não serão apenas as lojas do Cuppacoffee que vão fechar, a padaria Nata Bakery, dos mesmos donos e que confeccionava os bolos e o pão, vai fechar também no final deste ano, com as últimas encomendas a serem aceites até dia 8 de Janeiro.

      A dona do negócio, uma aveirense radicada no território há 20 anos, Cristiana Figueiredo, falou com o PONTO FINAL acerca do das razões para esta decisão. “Nós, quando criámos isto, tínhamos uma visão para a empresa, para crescer, que a marca se desenvolvesse e por isso é que tivemos sempre tanto cuidado em ter um conceito e mais que um café, de ser um ‘lifestyle’ e de ser uma vivência para quem é de Macau e para as pessoas de Macau”, começa por explicar a empresária.

      Cristiana Figueiredo aponta que a empresa tem tentado já desde há vários anos encontrar um parceiro para expandir a marca. “Registámos a marca em Singapura, Malásia, Hong Kong e na China, portanto, até agora não só não encontramos ninguém como, cada vez mais é mais difícil operar o negócio e tivemos de chegar a uma decisão: continuar a trabalhar com muito pouco ganho, ou fechar. Porque desde que a cidade em si também fechou, isto tem sido cada vez mais difícil e já não compensa ter um negócio em Macau”, lamenta.

      Questionada acerca de que tipo de parceria seria a ideal, Cristiana Figueiredo aponta que a ideia inicial era acabar por levar o ‘franchise’ para a China ou para a Malásia, onde considera que as pessoas são muito abertas a experiências novas “Sabemos que de momento, por exemplo, esta ate prestes abrir lá, um café com conceito de mistura de comida Japonesa e sobremesas portuguesas, que é muito interessante” revela.

      O que acabou por falhar foi a impossibilidade de encontrar investidores. “O nosso conceito de café com uma alma portuguesa, mas também nascido no Oriente, em Macau, já é familiar para muitas pessoas na Ásia e queríamos ter levado este conceito mais longe, mas infelizmente não foi possível”, assinala, acrescentando: “Nós decidimos ainda fazer o Natal porque sempre foi a nossa melhor época, nós quisemos também poder dar ao nosso pessoal, não só as compensações, mas um bocadinho mais, se o Natal correr bem, e, portanto quisemos também sair em festa e em celebração, numa altura bonita do ano”, atira.

      Questionada sobre as dificuldades financeiras, a responsável por este negócio de 15 anos responde que a falta de clientes expatriados pesou bastante. “A nossa clientela é muito diferente no café de Macau e no da Taipa. Em Macau temos muitos clientes locais e, portanto, penso que Macau não sofreu tanto como na Taipa. As pessoas que vão ao Cuppacoffee de Macau vão almoçar sobretudo, nos dias de semana e são pessoas que trabalham nos escritórios à volta”, explica. “Na Taipa, em contrapartida, é um bocadinho diferente, aqui o nosso maior público vem ao fim-de-semana e temos muitos clientes que trabalham nos casinos, nas escolas. Havia muita gente do ‘House of Dancing Water’, e como houve muita gente que foi despedida agora, nós sofremos muito na Taipa em termos de clientes e isso tem uma grande consequência nas nossas vendas diárias”, acrescenta.

      No entanto, o golpe fatal talvez tenham sido as rendas que, segundo Cristiana Figueiredo, baixaram durante pouco tempo e os senhorios não estão dispostos a ajudar. “As nossas rendas continuam inalteradas e também os ingredientes estão todos mais caros – o preço dobrou”, frisou.

      No dia 30 de Dezembro, a fundadora convida todos os interessados, a uma festa de despedida na loja da Taipa, durante a qual serão leiloadas peças de memorabília do Cuppacoffee, em benefício dos seus trabalhadores.

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