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      Início Cultura Catarina Castel-Branco expõe em Macau para comemorar transferência de Administração

      Catarina Castel-Branco expõe em Macau para comemorar transferência de Administração

      A artista portuguesa foi convidada pelo Albergue SCM para realizar a exposição individual “Entre a Flor e a Bruma”. A mostra apresenta 13 trabalhos em acrílico, inspirados nas janelas redondas vistas nas casas tradicionais japonesas.

      A artista portuguesa Catarina Castel-Branco vai expor no Albergue SCM, de 24 de Novembro a 12 de Dezembro, 13 trabalhos recentes em acrílico, inspiradas nas janelas redondas comumente vistas nas casas tradicionais japonesas.

      “Entre a Flor e a Bruma – Exposição de Catarina Castel-Branco” surge por ocasião da comemoração do 22.º aniversário da transferência de Administração de Macau e a inauguração terá lugar pelas 18h30 na Galeria A2 do Albergue SCM.

      “A inspiração de base foram as janelas circulares que penso fazerem parte da tradição japonesa, mas é provável serem comuns no Oriente. Pela janela vê-se o jardim com o seu rigor milimétrico, e os estores de papel e palhinha criam essa fronteira entre o espaço interior da casa, sombreado pelo estore, e o espaço aberto. Cria-se, assim, um jogo de luz entre o aberto e o fechado, entre a luz coada e a luz sem filtro, criando dois espaços, duas formas de ver”, disse a autora a Luís Costa Gomes, citada no comunicado de imprensa enviado às redacções.

      Os trabalhos que a artista traz a Macau são dos mais recentes por si realizados. Tratam-se de obras que transmitem a serenidade e a tranquilidade da estética oriental, pode ler-se no mesmo comunicado. E porquê da inspiração japonesa? “Há quase sempre o enquadramento da janela, mas a janela não tem de ser o elemento que nos permite ver o jardim. Vemo-lo pela porta entreaberta, aumentando o poder do seu mistério, mas às vezes parece invadir a casa e apresenta-se numa flor, dominando o interior. A lenda dos bonsai liga-os a uma princesa que queria ‘ter a primavera todo o ano’. Por isso, talvez, estes jardins tenham bastante pedra, bastante areia, com algum apontamento de vida vegetal. Essas miniaturas imitam árvores, recriam a Natureza, mas de facto são produtos humanos”, explica Catarina Castel-Branco a Luís Costa Gomes.

      Nascida em Abrantes, Portugal, em 1956, Catarina Castel-Branco formou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e na Academia Gerrit Rietveld de Amsterdão, nos Países Baixos. Realizou, entre 1983 e 2015, trinta e duas exposições individuais de gravura, pintura e desenho. Participou em mais de setenta exposições colectivas a convite de várias instituições nacionais e estrangeiras. Em 1987, foi distinguida com o Prémio da Exposição Nacional de Gravura, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Cooperativa Gravura, em Portugal. Arrecadou ainda, entre outras distinções, o Prémio de Edição na II Bienal de Gravura na Amadora. Está representada em diversos museus, galerias e colecções privadas. É professora de Desenho no departamento de Design da Universidade Lusófona, desde 1996.

      A exposição conta com o patrocínio da Fundação Macau e a entrada é gratuita.