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      Associação ICOMOS discute património partilhado

      A arquitecta Maria José de Freitas, que preside ao o grupo científico da área das heranças partilhadas do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), organizou, na passada sexta-feira, um Webinar acerca do tema com o título “Shared Built heritage: An Evolutionary Concept From The Roots To The Future”. A sessão serviu para falar no passado e no futuro do grupo.

      O grupo científico da área das heranças partilhadas do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), cuja presidente é a arquitecta Maria José de Freitas, organizou uma série Webinar intitulada “Shared Built heritage: An Evolutionary Concept From The Roots To The Future”, realizada através da plataforma Zoom.

      Ao PONTO FINAL, Maria José de Freitas falou o evento, que aconteceu na passada sexta-feira. “No evento de Zoom da semana passada, tentámos fazer uma aproximação multidisciplinar à protecção de património”, refere, explicando que há, no total, mais de 100 grupos nacionais e 28 interrnacionais sobre arquitectura de terra, industrial, contemporânea, por exemplo.

      A portuguesa sediada em Macau refere que desde o início da sua presidência, Janeiro de 2021, que procurou reactivar o grupo, que estava, segundo a própria, “um pouco adormecido” e com poucas actividades para por em prática de momento, principalmente em tempos de pandemia.

      “Portanto a nossa ideia também foi organizar conferências online, precisamente para dar conta deste impasse e também para reunir as pessoas, porque é importante manter conversação entre os membros e esta conversa foi precisamente sobre as origens do grupo e o que é realmente o ‘shared built heritage’, o quê que foi ao longo do tempo, quando é que se formou, quem foram as anteriores direcções”, aponta.

      Maria José de Freitas acrescenta que fez questão de convidar os membros anteriores a participar neste Webinar para falarem dessa experiência, nomeadamente daquilo que foi importante, os passos que deram, o quê é que resultou bem ou não e o que é que pensam que podem ser os passos a dar no futuro. “Tivemos muitas adesões. Tivemos cerca de 50 participantes na sessão”, destaca.

      O nome inicial do grupo era ‘Shared Colonial Arquitecture and Town Planning’, explica, acrescentando que o objecto de análise era a arquitectura colonial de base holandesa no Sri Lanka. “E foi interessante, porque reuniu uma série de académicos que se debruçaram sobre esta situação. No início teve um ‘input’ também muito forte na África do Sul, por exemplo. Mais tarde teve uma componente europeia em 2008 bastante forte, e foi em 2014 que eu tomei conhecimento deste grupo e participei mais activamente, numa conferência em Florença, onde fui exactamente falar no caso de Macau e da herança partilhada que temos aqui”, lembra.