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      Página de memórias do Grande Prémio junta quase dois mil membros no Facebook

      Pedro André Santos

      Dar a conhecer o Grande Prémio de Macau e partilhar memórias deste evento desportivo é o objectivo de uma página de Facebook criada por Isaías do Rosário em 2012. Intitulada ‘Memórias do Grande Prémio de Macau’, a página conta já com perto de dois mil membros. O número, porém, não é o mais importante para o antigo piloto responsável pela iniciativa, mas sim promover uma partilha de memórias e de histórias por parte de todos aqueles que, dentro ou fora do Circuito da Guia, vibram com as emoções do evento que celebra agora a sua 68.ª edição.

       

      Nasceu em 2012 e conta já com quase dois mil membros. A página de Facebook ‘Memórias do Grande Prémio de Macau’ foi criada por Isaías do Rosário, antigo piloto do Circuito da Guia e comentador assíduo do evento desportivo, e tem como objectivo, tal como o próprio nome indica, recordar histórias daquele que é considerado como um dos maiores eventos desportivos na Ásia.

      “Sempre fui apaixonado [pelo Grande Prémio de Macau], eu próprio tenho memórias, e resolvi partilhar isto. Entretanto coloquei o Zito Estorninho como administrador e ele começou a colocar fotos. Se por um lado se descontrolou um bocadinho, por outro deve ser dos sítios neste momento na internet que reúne mais fotos do Grande Prémio de Macau”, começou por contar ao PONTO FINAL. “Há pessoas que pedem para aderir, outras que são convidadas através de amigos, mas já temos quase dois mil membros, já é bastante”, prosseguiu. O número, porém, não é o mais importante. “O que me interessa é que as pessoas participem mais e partilhem as suas próprias memórias”, sublinha Isaías.

      O grupo de Facebook é privado, mas é fácil de aderir para qualquer pessoa que esteja interessada, sendo preciso apenas fazer um pedido de adesão. Na página salta desde logo à vista a grande quantidade de registo fotográfico mencionado pelo fundador do projecto, mas não só. Vídeos, recentes e mais antigos, tudo serve para recordar momentos vividos dentro e fora da pista, havendo ainda espaço para alguns desafios lançados pelos moderadores com perguntas para os membros responderem. “O objectivo de eu fazer a pergunta é pôr as pessoas a participarem. Às vezes o importante é também puxar pela memória. Acho que há sempre tantas histórias interessantes de contar, eu já partilhei grande parte delas, e acho que as pessoas têm sempre memórias para contar”, referiu o fundador de ‘Memórias do Grande Prémio de Macau’.

      Em destaque logo a abrir a página de Facebook está uma fotografia de Ayrton Senna, piloto que venceu na estreia da Fórmula 3, em 1983, naquela que é considerada a ‘prova rainha” do Grande Prémio de Macau. “Esta fotografia foi tirada por mim a partir das bancadas centrais na altura, que ficavam um bocadinho antes da curva do Mandarim”, recorda.

      Isaías do Rosário chegou a Macau em 1966, mas confessa que desse ano pouco se recorda em relação ao Grande Prémio, algo que viria a mudar no ano seguinte. “Lembro-me de estar no terraço do quartel de São Francisco e de ver aquela nuvem de fumo negro na zona do antigo Clube Náutico, a zona a seguir ao Hotel Mandarim, onde se deu o primeiro acidente fatal do Grande Prémio que foi do Arsenio Laurel”, recorda.

      Depois de uma passagem por Portugal para realizar um curso superior relacionado com a sua paixão pelo desporto motorizado, regressou a Macau em 1994, e teve a estreia no Circuito da Guia como piloto um ano depois, participando quatro anos seguidos no troféu ACP, onde chegou a alcançar um sétimo lugar. “Estava a rodar em terceiro, mas depois deram-me um ‘chega para lá’ e segui em frente no Hotel Lisboa… consegui não bater, mas perdi muito tempo”, lamenta.

      A residir actualmente em Portugal, Isaías do Rosário continuou sempre a acompanhar o Grande Prémio de Macau ‘in loco’, sendo inclusive um dos comentadores televisivos do evento. Porém, a pandemia interrompeu a sua vinda a Macau e respectiva prestação como comentador no ano passado, algo que se irá manter este ano. “Tem que ser através de ‘live streaming’ porque ver depois já não é a mesma coisa, isso faço depois ao longo do ano. É uma experiência completamente diferente. Se é que se pode comparar, é como ver um jogo de futebol ao vivo e na televisão”, referiu.

      Questionado sobre as diferenças do Grande Prémio de Macau nestas últimas duas edições em relação às anteriores, devido à pandemia do novo coronavírus, Isaías do Rosário refere que a importância “não é a mesma”, mas garante que tal não irá tirar o interesse à competição. “Quem está de fora, e gostando de corridas, não interessa quem está a conduzir. Acho que vai haver muito equilíbrio este ano, o facto de não haver pilotos estrangeiros penso que irá fazer que as corridas sejam todas equilibradas. O que interessa é haver disputas, ver quem se consegue chegar à frente e ir recuperando lugares”, concluiu.

       

      PONTO FINAL

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