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      Início Grande China Construtora chinesa Evergrande volta a evitar incumprimento à última hora

      Construtora chinesa Evergrande volta a evitar incumprimento à última hora

       

      A gigante chinesa da construção Evergrande, que atravessa uma grave crise de liquidez, voltou ontem a conseguir pagar, à última hora, juros sobre títulos de dívida, evitando assim entrar em incumprimento. Segundo a agência Bloomberg, a empresa, cuja potencial falência pode abalar a economia da China, conseguiu pagar os juros sob títulos emitidos nos mercados estrangeiros.

      Os mercados reagiram bem à notícia, com as acções do grupo a subir 6,75% na Bolsa de Valores de Hong Kong. A dívida da Evergrande ascende a 260 mil milhões de euros – valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) português.

      A sua situação financeira é acompanhada com preocupação, porque o potencial colapso pode abrandar o crescimento da segunda maior economia mundial. Na quarta-feira, cumpriu-se o período de carência de um mês para efectuar o pagamento de títulos em dólares – no valor equivalente a 128 milhões de euros -, mas os credores receberam o dinheiro, revelou a Bloomberg.

      Em Outubro, a Evergrande evitou, por várias vezes, entrar em incumprimento, pagando, à última hora, juros sob títulos emitidos em dólares. O grupo tem também vendido activos de forma a aumentar a liquidez. Esta semana, a empresa arrecadou 124 milhões de euros com a venda de uma participação numa empresa de serviços da internet, a HengTen Networks Group.

      Determinados a limitar a especulação no sector imobiliário, os reguladores restringiram o acesso do crédito às empresas, visando reduzir os níveis de alavancagem. Mas vários artigos publicados pela imprensa oficial esta semana sugerem que as autoridades parecem querer aliviar parte da pressão.

      O jornal oficial de negócios Securities Times informou na quarta-feira que o acesso a empréstimos bancários foi facilitado, para tornar mais fácil para as imobiliárias arrecadar fundos. O China Securities Journal e o Shanghai Securities News publicaram artigos semelhantes hoje, incluindo dados sobre o apoio prestado pelo banco central, apontando que os empréstimos às imobiliárias aumentaram em outubro.

      Segundo o The Wall Street Journal, que cita fontes próximas da questão da Evergrande, o Governo chinês “quer administrar uma implosão controlada” da empresa, através da venda de alguns activos da construtora a firmas chinesas, ao mesmo tempo que limita os danos para os compradores de residências e fornecedores.

       

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau