Edição do dia

Quarta-feira, 28 de Fevereiro, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
15.9 ° C
18.9 °
15.9 °
77 %
2.1kmh
40 %
Qua
20 °
Qui
21 °
Sex
17 °
Sáb
15 °
Dom
20 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Política Conselheiros das comunidades portuguesas da Ásia e Macau negam pedido de encontro...

      Conselheiros das comunidades portuguesas da Ásia e Macau negam pedido de encontro com Rui Rio

       

      A presidente do Conselho Regional do Conselho das Comunidades Portuguesas da Ásia e Oceânia e o ex-conselheiro das Comunidades Portuguesas em Macau disseram à Lusa que não pediram qualquer encontro com o presidente do PSD, Rui Rio.

       

      O Conselho das comunidades portuguesas da Ásia e Macau negou ter pedido um encontro com Rui Rio. Esta resposta surge um dia depois de o presidente da secção do PPD/PSD de Toronto, Laurentino Esteves, e do presidente da secção do PPD/PSD de Macau e Hong Kong, Vitório Rosário Cardoso, terem acusado Rui Rio de “traição e abandono”, por não ter recebido os Conselheiros das Comunidades Portuguesas da Ásia e da Oceânia.

      “Nunca solicitámos qualquer encontro, nem verbalmente, nem por escrito, ao presidente do PSD, Rui Rio”, afirmou à Lusa José Pereira Coutinho, ex-conselheiro das Comunidades Portuguesas em Macau. “Lamentamos este aproveitamento político e aproveitamos esta oportunidade de frisar que não temos nenhuma filiação partidária nem temos interesse nas lutas partidárias”, frisou.

      Pereira Coutinho, conselheiro até finais de 2020, acrescentou ainda que esta declaração também é feita em nome de Rita Santos, a presidente do Conselho Regional do Conselho das Comunidades Portuguesas da Ásia e Oceânia.

      A secções do PSD de Toronto e de Macau e Hong Kong assumiram na sexta-feira que votarão em Paulo Rangel nas eleições directas do partido, que estão agendadas para 4 de Dezembro, considerando o eurodeputado “um homem com mundo”. “Estamos certos de que Paulo Rangel será capaz de usar da sua experiência internacional e olhar para os portugueses emigrados, para os portugueses do mundo, integrando-nos e a fazer parte da solução. Longe fisicamente, mas com Portugal no pensamento, sempre”, pode ler-se numa declaração de apoio assinada pelo presidente da secção do PPD/PSD de Toronto, Laurentino Esteves, e pelo presidente da secção do PPD/PSD de Macau e Hong Kong, Vitório Rosário Cardoso, à qual a agência Lusa teve acesso.

      Para os presidentes das duas secções, o PSD tem de ser um partido que olhe para as comunidades portuguesas, lembrando que estas “são um activo estratégico e valioso que tem sido desperdiçado pelos últimos governos” e que o partido “tem-se mostrado também pouco interessado”.

      “O partido e o país precisam de um líder agregador, dinâmico e cosmopolita, um homem com mundo, capaz de devolver ao partido a sua matriz universal e humanista, a visão e o sonho do seu fundador e provavelmente, o melhor de todos nós, Francisco Sá Carneiro”, evocam. Acusando Rui Rio de “traição e abandono”, por não ter recebido os Conselheiros das Comunidades Portuguesas da Ásia e da Oceânia, Laurentino Esteves e Vitório Cardoso escrevem que o actual presidente do partido “dificultou a participação política dos militantes do PPD/PSD do fora da Europa”.

      As eleições diretas no PSD estão marcadas para 4 de Dezembro e o Congresso para 14, 15 e 16 de Janeiro, mas existe já uma proposta, a votar na reunião de sábado no Conselho Nacional, para antecipar a reunião magna para entre 17 e 19 de Dezembro, subscrita por conselheiros e dirigentes que já mereceu o apoio do outro candidato à liderança do PSD, o eurodeputado Paulo Rangel.

      Em 13 de Outubro, véspera do último Conselho Nacional do PSD, a direcção do partido enviou a meio da tarde uma proposta de calendário eleitoral (directas em 4 de Dezembro e congresso em Janeiro), mas, poucas horas depois, após alertas do Presidente da República de que poderia haver uma crise política, Rui Rio apelou à suspensão da disputa interna até à votação do Orçamento do Estado, numa proposta que acabaria rejeitada na reunião por 71 votos contra, 40 a favor e 4 abstenções. O Orçamento do Estado foi chumbado em 27 de Outubro e, na quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a dissolução do parlamento e a convocação de eleições legislativas antecipadas para 30 de Janeiro.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau