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      Início Lusofonia Marina Silva admite recandidautra presidencial mas prioridade é combater polarização no Brasil

      Marina Silva admite recandidautra presidencial mas prioridade é combater polarização no Brasil

       

      A antiga ministra e ex-candidata presidencial brasileira Marina Silva não descartou, em entrevista à Lusa, entrar na corrida eleitoral de 2022, mas frisou que a prioridade é combater a polarização e criar um projecto para o Brasil.

       

      Forte crítica do actual Governo, presidido por Jair Bolsonaro, Marina acredita que o futuro do Brasil nas próximas eleições não pode ficar restrito a duas opões: ao actual mandatário ou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Governo do qual foi ministra.

      “Neste momento, tenho-me focado muito para que consigamos viabilizar uma alternativa aos polos que estão colocados e faço a seguinte avaliação: Bolsonaro floresceu num terreno que foi ocupado durante muito tempo quer pelo Governo do PT [Partido dos Trabalhadores], quer pelo PSDB [Partido da Social Democracia Brasileira] após a reconquista da nossa democracia”, começou por avaliar a antiga governante.

      “Infelizmente, esses dois partidos da social-democracia decepcionaram muito a sociedade brasileira, envolvidos em esquemas de corrupção grave, envolvendo-se nessa lógica perversa de se manter no poder a qualquer custo e numa polarização que já vinha anterior, entre PT e PSDB. Bolsonaro germina nessas desilusões, decepções e, em 2018, tivemos uma campanha de ódio, muito mais para destruir um grupo do que para ajudar a construir o Brasil”, afirmou.

      Recorrendo com frequência a metáforas ambientais, Marina, um dos principais nomes do activismo ecológico brasileiro, não tem dúvidas de que Bolsonaro se beneficiou da imagem manchada por corrupção de alguns dos principais partidos do país, “germinado” e “florescendo” no âmago dos cidadãos cansados da ‘velha política’.

      Na entrevista, Marina Silva afirmou também que o facto de parte da “esquerda tradicional” ter cometido “erros graves”, como corrupção, e não os admitir perante a sociedade, levou à eleição de uma “aberração política chamada Bolsonaro”.

      A ex-ministra do Ambiente no Governo de Lula da Silva, considerou que, para uma mudança na esquerda brasileira, é necessário que o seu segmento mais tradicional “reconheça, primeiramente, os erros graves que cometeu do ponto de vista ético”, porque a “população merece que explicações sejam dadas”.

      “Acho que o que falta numa parte da esquerda tradicional é reconhecer os erros graves que cometeu do ponto de vista ético, em cima da lógica de que os fins justificam os meios para permanecer no poder. Foi isso que levou, no meu entendimento, a uma grande decepção, que fez com que a gente tenha hoje uma aberração política chamada [Jair] Bolsonaro”, actual Presidente do Brasil, disse.

      “É preciso que esse segmento, que não consegue admitir que errou, reconheça os seus erros, porque quando isso não acontece, significa que estão dispostos a continuar fazendo as mesmas coisas”, advogou a antiga governante, um dos principais nomes do activismo ambiental do Brasil.

       

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau