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      Início Sociedade Taxa geral da vacinação cifra-se nos 66%  

      Taxa geral da vacinação cifra-se nos 66%  

      Idosos e faixa etária dos 12 aos 19 anos são quem menos se vacina em Macau. Acima dos 80 anos, um dos grupos de risco, a taxa de vacinação anda na ordem dos 8%. Autoridades prometem aumentar a divulgação junto dessas duas faixas etárias, juntamente com campanhas de vacinação de proximidade. Estrangeiros continuam com a vida complicada, caso queiram regressar ao território.

       

      As autoridades sanitárias de Macau revelaram ontem que a taxa geral de vacinação é de 65,98%, valor ainda longe do esperado. Na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, Leong Iek Hou revelou que dos 12 aos 19 anos, apenas 45,8% dos indivíduos estão vacinados, o que a médica considera ser “uma taxa relativamente baixa”. Contudo, o cenário torna-se mais pessimista quando passamos para a terceira idade. Apenas cerca de 8% das pessoas acima dos 80 anos estão vacinadas em Macau. Para um grupo considerado de alto risco, o número está muito aquém do aceitável. “Os idosos estão com uma taxa de vacinação muito baixa. Temos de aumentar a taxa na terceira idade”, constatou a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença.

      Sem ter dados sobre a vacinação em funcionário públicos, a médica dos Serviços de Saúde foi explicando, aqui e ali, o que se passa com a inoculação contra a Covid-19. Profissionais de saúde, por exemplo, estão com uma taxa de vacinação na ordem dos 85%, “sendo que pessoal médico e enfermeiros estão com mais de 80%”, revelou.

      Leong Iek Hou também abordou novamente a terceira dose da vacina e a possibilidade de misturas de vacinas. “Depois de tomadas duas doses e, ainda assim, a imunidade fica reduzida, será necessária uma terceira dose. Ao mesmo tempo, pessoas com imunidade mais fraca, também têm de ser inoculadas com uma terceira dose. Estamos ainda em fase de estudo em relação a isto. É preciso aferir, de facto, a segurança e eficácia das vacinas nestes casos em particular. O mesmo se passa com a mistura de vacinas.”

      A médica lembrou que essa terceira dose, a ter lugar, será numa primeira fase para idosos e doentes crónicos que “são quem mais precisam”. “Se introduzirmos uma terceira dose, temos de ver primeiro os grupos prioritários.”

      Em relação à faixa etária dosa 5 aos 11 anos, o consórcio Pfizer/BioNTech já afirmou, após teste de fase III, que a mesma tem uma taxa de eficácia contra a Covid-19 na ordem do 95,6%. Apesar do “perfil de segurança favorável”, conforme referiram as farmacêuticas, os Serviços de Saúde esperam para ver. “Não recebemos ainda qualquer dado sobre isso. Gostávamos muito de ter mais informações, mas, ainda assim, temos de ponderar a eficácia e segurança das vacinas nessa faixa etária”, afirmou Leong Iek Hou.

      Os Serviços de Saúde também explicaram a nova medida que quem tiver tido Covid-19 só pode embarcar em aviões civis com destino a Macau após dois meses. “Relembro que no dia 7 de Outubro emitimos um anúncio que quem voltasse a Macau tinha de trazer consigo um comprovativo de inoculação da vacina. A maioria das pessoas não conseguem trazer esse comprovativo e, por forma a melhor regular a situação, passámos a exigir que essas pessoas tragam consigo um certificado da cura da doença ou um resultado negativo depois de ter estado infectado”, explicou Leong Iek Hou que garantiu que quarentenas são para ser feitas, com ou sem vacina.

       

      Estrangeiros sem luz ao fundo do túnel

       

      Com tantas restrições e tantas formas de provar tanta coisa, as autoridades foram confrontadas com o facto de ainda não poderem entrar no território estrangeiros.

      Existem centenas de estrangeiros, muitos deles com vínculos laborais a empresas do território, que, devido a essas restrições, ainda não podem voltar a Macau. A coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença lembrou que existe uma medida em vigor com Hong Kong que permite que estrangeiros que estejam em Hong Kong há mais de 21 dias possam tentar regressar a Macau. Tentar porque, na verdade, essa vinda está sempre dependente de aprovação prévia por parte das autoridades locais, num processo que se tem mostrado nada fácil. “Se os estrangeiros quiserem vir para Macau e nós não aplicamos esta medida, pode aumentar o risco de haver mais casos em Macau. Nós temos um mecanismo que avalia caso a caso, mas não podemos colocar a população em risco”, disse Leong Iek Hou.

      A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) tem estado nos últimos dias em contacto com os hotéis do território por forma a aperfeiçoar os procedimentos em hotéis de observação médica. De acordo com o risco de cada lugar de onde vem quem chega a Macau, são distribuídas as pessoas nos diversos hotéis, explicaram as autoridades. A responsável da DST, Lam Tong Hou, também revelou que o Treasure Hotel não será, durante um período de tempo, escolhido para hotel de observação médica. “Foi sujeito a uma limpeza e desinfecção profundas e é necessário fazer um ajustamento para esse hotel”, disse.

      Tempo ainda para uma breves palavras sobre o caso da mulher agredida num supermercado que teve alta quatro dias depois no hospital público, tendo-se sentindo mal e voltado ao hospital, agora no privado, onde ainda se mantém até hoje com um prognóstico que ainda não é o final. A médica dos Serviços de Saúde voltou a referir que a paciente foi avaliada e na altura “tinha condições para ter alta”. “Se assinou documentos ou mais coisas, nada posso dizer, temos de salvaguardar os dados pessoais das pessoas e o caso está em processo judicial.”

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 790.170 doses de vacinas contra a Covid-19. 451.006 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 107.776 indivíduos e 343.230 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. Nas últimas 24h, ocorreram 21 notificações de eventos adversos (21 eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido 12 casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e nove casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 3.304 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (3.296) considerados adversos ligeiros e apenas oito graves.

       

      PONTO FINAL