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      InícioSociedadeAutoridades de Macau recebem suspeito de burlar residentes com artigos de luxo

      Autoridades de Macau recebem suspeito de burlar residentes com artigos de luxo

      Na manhã de ontem, as autoridades policiais do interior da China entregaram um suspeito de ter praticado burlas em Macau às autoridades da região. O homem estava fugido no interior da China desde 2019, altura em que terá burlado sete residentes de Macau.

      Segundo explicou o porta-voz da PJ no momento da entrega do arguido, o homem, um residente de Macau de 28 anos, é suspeito de, em 2019, ter cometido sete crimes de burla, envolvendo um valor total de 360 mil patacas.

      De acordo com a investigação das autoridades, o arguido utilizava as redes sociais para publicitar artigos de luxo, como carros e relógios, dizendo que os estava a vender por valores mais baixos do que os do mercado. Depois, quando as vítimas se mostravam interessadas e depositavam o dinheiro da caução na conta do arguido, o suspeito transferia imediatamente esse dinheiro para uma conta no interior da China. Todas as vítimas são de Macau e têm entre 20 e 25 anos de idade, indicaram as autoridades.

      O porta-voz da PJ indicou que o homem fugiu para o interior da China em Dezembro de 2020 e foi através dos movimentos bancários que detectou o paradeiro do suspeito. Em Março deste ano, foi emitido um mandado de detenção sobre o arguido e agora, através do mecanismo de cooperação entre as autoridades policiais do interior da China e Macau, o homem foi detectado e trazido de volta ao território.

      As autoridades acreditam que o homem actuava sozinho e acrescentaram que o arguido já tinha estado envolvido, no passado, em outros processos judiciais, incluindo um de coação sexual.

      Em Macau, o crime de burla é punido com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa até 600 dias. No entanto, a pena é a de prisão de dois a dez anos caso o prejuízo patrimonial for de valor consideravelmente elevado, se o arguido fizer da burla o seu modo de vida ou se a pessoa prejudicada ficar em difícil situação económica.